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07 de novembro, 2007 - 12h17 GMT (10h17 Brasília)

Cientistas "pintam" neurônios com as cores do arco-íris; veja

Uma equipe da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, utilizou a mais nova técnica de coloração celular para “pintar” neurônios de camundongos com até 90 cores diferentes.

As descobertas sobre a nova técnica, que recebeu o nome de “brainbow”, ou “arco-íris cerebral”, foram publicadas na revista científica Nature.

Na experiência, os especialistas americanos usaram uma combinação de várias proteínas fluorescentes para colorir os neurônios.

Veja imagens de microscópio

“Da mesma forma que um monitor de televisão mistura vermelho, verde e azul para criar um leque de cores derivadas, a combinação de três ou mais proteínas fluorescentes pode dar várias outras tonalidades aos neurônios”, explicou Jeff Litchman, um dos líderes do estudo.

Até agora, as técnicas de coloração cerebral conseguiam obter apenas cinco cores variadas.

A tecnologia do "brainbow", no entanto, pode obter até 90 tonalidades ao usar uma técnica moderna que manipula o material genético conhecido como Cre/lox para produzir proteínas fluorescentes nas cores verde, amarela, laranja e vermelho.

Ao ser inseridas nos neurônios individualmente, as proteínas fluorescentes provocaram um explosão de cores, "colorindo" os neurônios de camundongos com dezenas de tonalidades variadas.

Além de produzir imagens impressionantes visíveis em microscópio, a técnica pretende auxiliar no mapeamento do circuito do sistema nervoso humano e dar novas pistas sobre a origem de certas doenças cerebrais.

“O brainbow deve ajudar a ciência a fazer um mapeamento mais apurado da trama cerebral e do emaranhado de neurônios do sistema nervoso”, conclui Jeff Litchman.