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Atualizado às: 24 de janeiro, 2008 - 09h37 GMT (07h37 Brasília)
 
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China teve em 2007 maior crescimento em 13 anos
 

 
 
Iuan, a moeda chinesa
O crescimento foi o maior dos últimos 14 anos.
A economia chinesa registrou o maior crescimento dos últimos 13 anos em 2007.

O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 11,4% alcançando 24,66 trilhões de yuans (US$3,42 trilhões), informou o governo chinês nesta quinta-feira.

Com o resultado de 2007, a China já soma cinco anos de crescimento econômico na casa dos dois dígitos. O PIB atual confirma o país na posição de quarta maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, Japão e Alemanha.

Estimativas sugerem que a China ultrapassará a Alemanha e se tornará a terceira maior economia mundial já em 2009.

“A China ainda não tomou a posição da Alemanha em 2007 por causa da diferença no câmbio”, disse Xie Fuzhan, chefe da Agência Nacional de Estatísticas.

Mercados

O anúncio do resultado vem em meio a incertezas nos mercados financeiros por temores de que os Estados Unidos enfrentarão uma recessão em 2008.

As inseguranças na economia americana causaram grandes perdas no começo da semana, mas hoje as bolsas da Ásia registram resultados mistos com ganhos e perdas apos uma quarta-feira de expressivas alta em resposta ao corte emergencial de juros de 0,75 ponto percentual anunciado pelo banco central americano, o Fed, na terça-feira.

No Japão, o índice Nikkei concluiu o pregão com alta de 2.06%. Além do impulso dado pelo corte nos juros nos Estados Unidos, a bolsa de Tóquio também foi ajudada pelos rumores de que o governo está preparando cortes de impostos e incentivos fiscais à economia.

Em Hong Kong, o Hang Seng operou toda a manhã no positivo, mas à tarde caiu e fechou 2,3% no negativo.

A bolsa em Xangai, apesar da divulgação do resultado do PIB, encerrou o dia neutro com o Índice Composite 0.3% no positivo. Segundo analistas, investidores aproveitaram para vender ações e realizar lucros após a alta de 3.1% registrada na quarta.

Inflação

Na China, junto com o rápido crescimento, pressões inflacionárias também têm ganhado velocidade. Em 2007, o índice de preços ao consumidor (IPC) atingiu uma alta de 4.8%, bem acima da meta de 3% estabelecida pelo governo.

Para combater a inflação, desde dezembro, o governo tem anunciado medidas como a proibição do aumento nos preços de produtos básicos, elevação da taxa de juros sobre empréstimos para 7,47% e do depósito compulsório dos bancos para 15%.

Mas “a pressão dos preços deverá continuar alta em 2008”, reconheceu Xia. Ele atribuiu a alta ao excesso de liquidez na economia e à elevação no preço dos alimentos por problemas na oferta de carne de porco e óleo.

Apesar do forte crescimento total, no último trimestre a economia chinesa sentiu a queda nas exportações em meio a escândalos sobre a qualidade dos produtos.

Em 2008, segundo analistas, a China enfrentará dois grandes desafios. Além de conter as pressões inflacionárias, o país deverá encontrar formas de minimizar os efeitos de uma possível recessão nos Estado Unidos, destino de grande parte de suas exportações.

Segundo estimativas do Citygroup, para cada queda de 1% na economia americana, a economia chinesa será afetada com perdas de 1.3%.

 
 
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