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Atualizado às: 24 de março, 2008 - 08h36 GMT (05h36 Brasília)
 
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Colômbia confirma morte de equatoriano em ataque às Farc
 
Foto de acampamento das Farc após bombardeio
Fotos mostram acampamento das Farc após bombardeio
O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou que um dos homens mortos no bombardeio a um acampamento rebelde das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no território do Equador no dia 1º de março era um cidadão equatoriano.

Segundo nota do Ministério da Defesa, divulgada no domingo, supostamente o cadáver encontrado é de Franklin Guillermo Aisalia Molina, também conhecido como Franklin Ponelia Molina. O comunicado afirma que o equatoriano era um guerrilheiro das Farc conhecido como "Lucho".

O Ministério colombiano comparou fotografias em que aparece Franklin Ponelia Molina, ou "Lucho", com as do cadáver reclamado pela família de Franklin Guillermo Aisalia Molina, e estabeleceu que "possivelmente se trata da mesma pessoa".

As autoridades da Colômbia dizem que Ponelia Molina era um dos encarregados no Equador de conseguir documentos para outros rebeldes e facilitar a sua movimentação dentro de seu país, caso precisassem de esconderijo.

Juan Manuel Santos disse que o corpo foi levado para a Colômbia junto com o de Raúl Reyes, o segundo em comando nas Farc, também morto no mesmo ataque, logo depois da operação militar no território do Equador.

Crise diplomática

A ação desencadeou uma crise na região. O presidente do Equador, Rafael Correa, já havia advertido que, se ficasse provada a morte de algum de seus cidadãos por soldados colombianos, a situação se tornaria "extremamente grave".

"Não deixaremos este assassinato impune", havia dito Correa diante da hipótese.

O repórter da BBC na Colômbia, Jeremy DcDermott, disse que a reação do Equador pode nortear Venezuela e Nicarágua que, em meados deste mês, condenaram com veemência a violação colombiana da soberania do Equador e romperam relações diplomáticas com a Colômbia.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou a enviar tropas para a fronteira do país com a Colômbia, aventando a possibilidade de guerra caso as autoridades colombianas tentassem realizar o mesmo tipo de ação feita em território equatoriano dentro da Venezuela.

As tensões na região continuaram até que, na reunião do Grupo do Rio, na República Dominicana, foi fechado um acordo político.

Desde então, a Venezuela e a Colômbia restabeleceram suas relações diplomáticas, mas a ruptura entre Quito e Bogotá permanece.

 
 
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