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Atualizado às: 27 de março, 2008 - 14h25 GMT (11h25 Brasília)
 
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'Guerra do óleo de cozinha' fecha fronteiras na Bolívia
 
O presidente da Bolívia, Evo Morales
'Guerra do óleo' opõe o presidente Evo Morales e empresários
Uma disputa política entre o governo e produtores de óleo de soja ocasionou o fechamento de parte das fronteiras da Bolívia, informa nesta quinta-feira a imprensa boliviana.

A chamada "guerra do óleo de cozinha", como a disputa foi apelidada pelos jornais locais, de oposição, começou depois que o governo baixou um decreto proibindo as exportações de óleo comestível para evitar o desabastecimento - e portanto a inflação - no país.

Em reação, organizações de transporte de carga e produtores de soja tomaram na quarta-feira os escritórios aduaneiros de quatro cidades, incluindo aquelas na fronteira com o Brasil e com a Argentina.

Segundo o jornal El Diário, os manifestantes já paralisam Santa Cruz de la Sierra, Cochabamba, Puerto Suárez (próximo à fronteira com o Brasil) e Yacuiba (fronteira com a Argentina) e ameaçam continuar com o bloqueio das fronteiras e das estradas se o governo não rever a medida.

A proibição não afeta as vendas de soja em grão, mas os empresários acusam o governo de atacar "toda a cadeia".

Eles dizem que o presidente Evo Morales quer utilizar a proibição como uma forma de pressionar os ricos produtores bolivianos contrários a seu governo de esquerda.

O Ministério de Desenvolvimento Rural da Bolívia defende a medida, alegando que já foi vendido mais óleo de cozinha ao exterior neste ano do que em todo o ano passado.

Segundo dados oficiais, foram vendidas ao exterior 366 mil toneladas de óleo em janeiro e fevereiro deste ano, em comparação com 350 mil exportadas ao longo de todo o ano de 2007.

Abastecimento

O presidente da Câmara Departamental (Estadual) de Exportadores de Cochabamba, Goran Vranicic, disse ao jornal La Razón que "o prejuízo em nível nacional alcança U$ 450 milhões". O Produto Interno Bruto (PIB) da Bolívia é de US$ 27 bilhões.

Os empresários dizem que tentarão exportar óleo de soja diretamente, aproveitando uma possibilidade de autonomia que entretanto não foi endossada em referendo.

Nesta quinta-feira, o governo começou a vender óleo em alguns postos na Bolívia. O Executivo afirma que a oferta poderia abastecer as cidades de La Paz e El Alto.

Entretanto, segundo o La Razón, a oferta foi pequena para a demanda e, nos postos habilitados, "era possível sentir as filas e o incômodo dos cidadãos".

 
 
Família de Ervin Gonzalo Hurtado (arquivo pessoal). Oportunidade
Família boliviana vive 'sonho brasileiro' em São Paulo.
 
 
Fitas com as inscrição "Autonomia", vendidas nas ruas de Santa Cruz de la Sierra Bolívia
Entenda a tensão entre governo e oposição.
 
 
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