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Atualizado às: 23 de abril, 2008 - 21h17 GMT (18h17 Brasília)
 
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Cuba e Chávez oferecem apoio a Morales contra províncias
 
Reunião da Alba em Caracas
Morales acusa elite branca e rica de tentar dividir a Bolívia
Os governos de Venezuela, Cuba e Nicarágua declararam nesta quarta-feira "apoio incondicional" ao presidente boliviano, Evo Morales, contra supostos planos para "desestabilizar" a Bolívia.

A declaração foi interpretada como uma referência à pressão de províncias bolivianas que pretendem realizar referendos no mês que vem para exigir maior autonomia.

O apoio ao governo boliviano foi anunciado em Caracas, ao final de uma reunião de emergência dos líderes dos países que integram a Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas): Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela.

O texto final do encontro oferece "apoio incondicional ao presidente (da Bolívia) Evo Morales e ao seu governo nos esforços que realizam para derrotar os planos desestabilizadores e para seguir trilhando o processo de transformação histórica da Bolívia em paz e democracia".

A Alba é uma organização internacional que reúne países latino-americanos contrários à Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

Autonomia

Quatro das nove províncias da Bolívia discutem a possibilidade de se tornarem regiões autônomas. Autoridades da principal delas, Santa Cruz, anunciaram recentemente que realizarão um referendo no dia 4 de maio para que a população decida se quer pedir a autonomia da região.

A reunião da Alba foi convocada especificamente para tratar da questão de Santa Cruz. Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, e da Nicarágua, Daniel Ortega, além do vice-presidente de Cuba, Carlos Lage, participaram do encontro.

Todas as províncias bolivianas que pedem maior autonomia ficam na região leste do país, que é rica em gás natural, o principal recurso energético da Bolívia.

Em entrevista à BBC, o presidente boliviano acusou os líderes da oposição de tentar dividir o país com o pedido de autonomia regional da província.

"O suposto referendo sobre o estatuto autônomo é anticonstitucional, não é nem mesmo inconstitucional, porque as autonomias não estão na Constituição vigente", disse Morales.

Morales acusa o movimento pró-autonomia de ser uma tentativa da elite branca e rica do país de tentar manter privilégios, em detrimento da maioria indígena e pobre do país.

A Bolívia também deve passar por um referendo para aprovar um esboço de uma nova Constituição. O texto ampliaria o poder dos povos indígenas no país. No entanto, ainda não há data para a realização desta votação.

 
 
Evo Morales Evo Morales
'Não aceitam que um indígena possa ser presidente'.
 
 
Fitas com as inscrição "Autonomia", vendidas nas ruas de Santa Cruz de la Sierra Bolívia
Entenda a tensão entre governo e oposição.
 
 
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