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Atualizado às: 02 de maio, 2008 - 10h00 GMT (07h00 Brasília)
 
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Economia brasileira vive 'tempos de Carnaval', diz jornal
 
Pregão da Bovespa (foto de arquivo)
Jornal francês destacou 'banho de euforia' da Bolsa de São Paulo
Uma reportagem do jornal britânico The Independent afirma nesta sexta-feira que a economia brasileira vive "tempos de Carnaval", após a decisão da agência de risco Standard & Poors de elevar a avaliação de crédito do país para "grau de investimento".

"Antes uma bagunça econômica até para os padrões de mercados emergentes, o Brasil registrou uma impressionante recuperação (nos anos 1990), e agora promete se tornar uma grande potência global", relata o texto, que ocupa duas páginas inteiras do jornal, em formato tablóide.

Nele, o jornalista Stephen Foley analisa por que o país – "rico em recursos naturais e com um dos setores agrícolas mais eficientes do mundo emergente" – tem atraído investimentos, e como a avaliação de risco favorável pode trazer mais recursos.

A valorização das commodities, a descoberta de petróleo, a política econômica cautelosa do governo petista e o investimento social, em especial o programa Bolsa Escola, colaboram para o que o analista chama de "longa trilha para longe da crise financeira, hiperinflação e esclerose democrática".

"O país pode finalmente estar pronto para cumprir suas promessas de potência econômica", escreve o Independent.

Mas o jornalista alerta que "a questão para o Brasil deixa agora de ser a estabilidade econômica, e passa a ser o crescimento".

Ele lembra que o país é o que menos cresce entre os chamados Bric – grupo que inclui ainda a Rússia, a Índia e a China –, que a dívida pública, embora em queda, permanece alta (cerca de 44% do PIB), e que o nível de investimentos ainda fica aquém do necessário.

Em um texto separado, o jornalista analisa a figura de Lula, cuja atuação centrista considera fundamental para explicar a concessão da nota ao Brasil.

O presidente brasileiro é definido pelo repórter britânico como "uma espécie de versão sul-americana do (ex-premiê britânico) Tony Blair, mas com uma história melhor".

Segundo a reportagem, Lula abraça a chamada Terceira Via e "passa uma sensação de confiança" para a comunidade empresarial internacional, sinal de que o Brasil não é um país hostil a investimentos.

Outros jornais

Outros jornais estrangeiros destacaram a concessão do grau de investimento ao Brasil.

O britânico Financial Times disse que a medida coloca o Brasil "entre os primeiros (países) da lista dos investidores", embora ainda haja temores de que a economia nacional comece a entrar em um período de alta de juros e, portanto, de menor crescimento.

O diário financeiro francês Les Echos disse que o país se "banhou em uma doce euforia" após o anúncio, referindo-se à alta de mais de 6% da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a maior em um só dia desde 2001.

"Voluntariamente ou não, os dirigentes brasileiros procuraram dissipar o velho adágio (atribuído ao general de Gaulle e normalmente lembrado como uma brincadeira) segundo o qual 'o Brasil não é um país sério'", escreveu o jornal francês.

Já o espanhol El País lembrou que a entrada do Brasil "no clube dos países seguros" facilita que "investidores que fogem dos mercados especulativos possam investir tranqüilos no país".

 
 
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