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Atualizado às: 30 de maio, 2008 - 05h34 GMT (02h34 Brasília)
 
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Banco Mundial anuncia US$ 1,2 bi para combater crise dos alimentos
 
Crianças no Haiti
Países mais atingidos, como Haiti, receberão ajuda financeira imediata
O Banco Mundial anunciou nesta quinta-feira que vai liberar ajuda financeira imediata para os países mais duramente atingidos pela alta mundial dos preços dos alimentos, dentro de um pacote de assistência no valor de US$ 1,2 bilhão (R$ 1,9 bilhão).

Um total de US$ 200 milhões (R$ 327 milhões) será destinado para países considerados como de "alta prioridade", com maior risco de serem atingidos pela fome.

Entre esses países estão o Haiti e a Libéria, que deverão receber US$ 10 milhões (R$ 16,3 milhões) cada, e Djibuti, com US$ 5 milhões (R$ 8,2 milhões).

Togo, Iêmen e Tadjiquistão também estão incluídos nesta relação de países mais vulneráveis.

"Essas iniciativas vão ajudar a combater o risco imediato de fome e desnutrição entre as 2 bilhões de pessoas que lutam para sobreviver em meio ao aumento dos preços dos alimentos", disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

"Essa não é uma questão como a de HIV/Aids, que necessita de pesquisas. As pessoas sabem o que fazer", disse Zoellick. "Nós simplesmente precisamos assegurar que tenhamos os recursos e coordenar as operações ao redor do mundo."

Os países poderão utilizar os recursos para comprar comida para escolas e outros serviços básicos, assim como para comprar produtos essenciais, como sementes e fertilizantes.

Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, parte dos recursos poderá ser usada para emergências, como auxílio a mulheres grávidas ou crianças pequenas.

O Banco Mundial também deverá liberar US$ 2 bilhões (R$ 3,2 bilhões) no próximo ano para o financiamento de projetos em agricultura, incluindo seguro de lavouras.

A alta dos preços dos alimentos será tema de debates entre líderes mundiais nos próximos dias.

Um relatório das Nações Unidas afirma que os preços de produtos básicos, como trigo e carne, devem permanecer altos nos próximos anos.

Nesta sexta-feira, representantes de 26 países da América Latina e do Caribe se reúnem em Caracas para discutir a crise mundial dos alimentos.

De 3 a 5 de junho, uma conferência da FAO (a agência das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação) em Roma vai debater o problema.

 
 
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