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Atualizado às: 03 de junho, 2008 - 16h49 GMT (13h49 Brasília)
 
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Para diretor da FAO, crise de alimentos ameaça paz mundial
 

 
 
Jacques Diouf (dir.) encontra o primeiro-ministro japonês Yasuo Fukuda em Roma
Jacques Diouf encontrou o primeiro-ministro japonês em Roma
O diretor-geral da FAO (agência da ONU para agricultura e alimentos), Jacques Diouf, afirmou nesta terça-feira que as conseqüências sociais e políticas da atual crise provocada pela alta mundial dos preços dos alimentos podem ameaçar a paz mundial.

"Se não tomarmos as decisões urgentes que as circunstâncias atuais exigem, as medidas adotadas pelos países produtores para enfrentar as necessidades de sua população, as repercussões das mudanças climáticas e a especulação no mercado de futuros colocarão o mundo em uma situação perigosa", disse Diouf, na abertura da conferência da FAO sobre a segurança alimentar em Roma.

"Apesar de suas reservas monetárias, certos países correm o risco de não encontrarem alimentos para comprar", afirmou o diretor-geral da FAO, sem especificar a quais países fazia referência.

Ao recordar que a crise alimentar atual teve "conseqüências sociais e políticas trágicas em vários continentes com desordens e mortes", Diouf acrescentou que a situação pode "colocar em perigo a paz e a segurança do mundo".

Alerta

O diretor-geral da FAO afirmou que a agência da ONU para a alimentação e a agricultura alertou para gravidade da situação desde o ano passado.

"Com base nas estatísticas agrícolas mundiais e nas projeções da FAO, desde o mês de setembro, tenho chamado a atenção da opinião pública sobre os riscos de conflitos sociais e políticos provocados pela fome, mas, só quando os pobres excluídos do banquete dos ricos saíram às ruas para expressar sua revolta, começaram as primeiras reações saudáveis", disse.

Segundo Diouf, é necessária uma mobilização imediata para garantir ajuda alimentar a 88 milhões de pessoas afetadas pela crise atual. O diretor da FAO lembrou que existem 862 milhões de pessoas no mundo sem acesso à alimentação suficiente.

De acordo com o diretor-geral da FAO, o problema da segurança alimentar é "político".

"Trata-se de uma questão de prioridades diante das necessidades humanas mais essenciais", afirmou. "A destinação dos recursos dependerá das decisões que os governos adotarem."

Aumento da produção

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, na conferência em Roma, que é necessário um aumento da produção mundial de alimentos para fazer frente à situação alimentar mundial.

"O mundo precisa aumentar a produção de alimentos em 50% até 2030, para fazer frente ao aumento da demanda", disse Ban Ki-moon ao abrir a conferência da FAO.

O secretário-geral da ONU afirmou que a população mundial deve chegar a 7,2 bilhões em 2015.

Ban Ki-moon também fez um apelo pela diminuição das restrições à importação e à exportação de alimentos como uma das soluções para a crise.

"É preciso rever as políticas comerciais e tarifárias para diminuir as restrições à exportação e as tarifas para importação, contribuindo para a livre circulação dos bens agrícolas", concluiu.

 
 
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