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Atualizado às: 03 de junho, 2008 - 11h30 GMT (08h30 Brasília)
 
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Dizer que etanol ameaça Amazônia 'não tem pé nem cabeça', diz Lula
 

 
 
Luiz Inácio Lula da Silva na embaixada brasileira em Roma
Para Lula quem fala que os canaviais estão invadindo a Amazônia 'não conhece o Brasil'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira na reunião da FAO (agência da ONU para Agricultura e Alimentos) que a crítica de que as plantações de cana-de-açúcar estão invadindo a Amazônia é um argumento "sem pé nem cabeça".

"Há críticos ainda que apelam para um argumento sem pé nem cabeça: os canaviais no Brasil estariam invadindo a Amazônia. Quem fala uma bobagem dessas não conhece o Brasil", disse Lula no plenário da FAO em Roma a outros chefes de Estado.

Os comentários foram feitos por Lula um dia depois de o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciar que o desmatamento da Amazônia cresceu oito vezes em apenas um mês. Minc também alertou que "o pior ainda está por vir".

Em Roma, Lula defendeu o etanol das acusações sobre a floresta.

"A Região Norte, onde fica quase toda a Floresta Amazônica, tem apenas 21mil hectares de cana, o equivalente a 0,3% da área total dos canaviais do Brasil", disse Lula.

"Ou seja, 99,7% da cana está a pelo menos 2 mil quilômetros da Floresta Amazônica. Isto é, a distância entre nossos canaviais e a Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlin."

Terras agrícolas

O presidente disse que o Brasil ainda tem 77 milhões de hectares de terras agrícolas fora da Amazônia que ainda não estão sendo utilizados – o equivalente a quase os territórios da França e da Alemanha juntos.

"E ainda temos 40 milhões de hectares de pastagens subutilizadas e degradadas, que podem ser recuperadas e destinadas à produção de alimentos e cana."

"Em suma, o etanol de cana no Brasil não agride a Amazônia, não tira terra da produção de alimentos, nem diminui a oferta de comida na mesa dos brasileiros e dos povos do mundo."

O presidente também criticou a falta de continuidade ao processo iniciado pelo Protocolo de Kyoto.

"Infelizmente, é mais fácil emitir alertas do que mudar hábitos de consumo e acabar com desperdícios. É mais fácil pôr a culpa nos outros do que fazer as mudanças necessárias, que ferem interesses estabelecidos."

Lula também disse na conferência da FAO sobre a crise do preço dos alimentos que os "dedos apontados contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo e de carvão".

A Conferência da FAO, que começou nesta terça-feira, tenta chegar a uma conclusão sobre o peso dos diferentes fatores que estão causando a alta do preço dos alimentos. Lula discursou no plenário diante dos chefes de Estado do Japão, França, Espanha, Irã e Argentina, entre outros.

 
 
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