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Atualizado às: 04 de junho, 2008 - 17h20 GMT (14h20 Brasília)
 
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Barack Obama promete garantir segurança de Israel
 

 
 
O pré-candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama
Barack Obama defendeu isolamento do grupo Hamas
O senador e provável indicado democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que, como presidente, firmará "um compromisso inabalável com a segurança de Israel" e que a segurança do país é "sacrossanta".

O pronunciamento de Obama, o primeiro depois que se declarou vitorioso na disputa pela candidatura democrata à Casa Branca, foi feito na reunião da Aipac (Comitê Americano-Israelense de Assuntos Públicos, na sigla em inglês), uma associação dos Estados Unidos que faz lobby em defesa dos interesses de Israel.

"Eu nunca farei concessões no que diz respeito à segurança israelense. Não quando ainda há vozes que negam o Holocausto, não enquanto terroristas seguem comprometidos com a destruição de Israel, não enquanto até livros didáticos no Oriente Médio negam que Israel sequer exista", disse.

O discurso de Obama antecedeu um de sua rival na disputa à candidatura presidencial, Hillary Clinton, que também falou na reunião da Aipac.

Retribuindo um elogio feito por Obama, que a chamou de "amiga de Israel", Hillary disse que sabe "que o senador Obama será um bom amigo de Israel".

"Sei que o senador compartilha da minha visão de que o próximo presidente tem de dizer ao mundo que a posição americana é imutável. Os Estados Unidos estão ao lado de Israel agora e para sempre", disse Hillary.

Hamas e Jerusalém

Obama afirmou que "qualquer acordo com o povo palestino deve preservar a identidade de Israel como Estado judeu".

Ele também defendeu que o Hamas, organização palestina que controla a Faixa de Gaza, deve ser "isolado, a menos e até que reconheça o direito de Israel existir e honre acordos passados".

"Foi por isso que eu me opus às eleições palestinas de 2006 com o Hamas na cédula eleitoral. Israel e a Autoridade Palestina nos advertiram quanto a isso, mas este governo (do presidente americano George W. Bush) levou isso adiante."

Ao se referir a um dos pontos mais controversos das negociações entre palestinos e israelenses, Obama disse que Jerusalém deve permanecer "unificada".

 O apoio deste país (Estados Unidos) a Israel vai além das linhas partidárias.
 
Barack Obama

A Autoridade Palestina quer que o futuro Estado palestino tenha como capital Jerusalém Oriental, mas Israel não aceita isso.

Irã

No seu discurso à Aipac, Hillary Clinton mostrou afinidade com os pontos de vista defendidos por Obama, mas não defendeu uma possível negociação direta entre os Estados Unidos e o Irã, um dos pontos de discórdia entre os dois durante a campanha.

A disposição de Obama em supostamente negociar com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, levou a senadora a acusá-lo de ser "ingênuo".

Mas, no seu discurso, o senador disse que o perigo representado pelo Irã "é grave, é real", e prometeu fazer "tudo em seu poder" para "eliminar" a ameaça representada pelo Irã e impedir que o país obtenha uma arma nuclear.

A disposição de Obama para a diplomacia com o Irã também já rendeu fortes críticas por parte do potencial rival do senador na eleição geral, o republicano John McCain.

Em seu discurso no encontro da Aipac nesta semana, McCain afirmou que "um encontro com Ahmadinejad só iria nos oferecer tiradas anti-semitas e uma platéia mundial para um homem que nega o Holocausto".

"O apoio deste país a Israel vai além das linhas partidárias", retrucou Obama no discurso desta quarta-feira, salientando que o compromisso americano com Israel deve ser demonstrado toda vez que Israel corra riscos.

"O Hamas agora controla Gaza, o Hezbollah controla o sul do Líbano e está flexionando seus músculos em Beirute. E o Irã atualmente representa o maior risco a Israel em toda uma geração", disse.

De acordo com o senador, apenas recentemente alguns começaram a ver que a diplomacia pode ser um instrumento de pressão eficaz e não um sinal de fraqueza. "Eles esquecem de Truman, Kennedy e Reagan e é hora de voltar a fazer com que a diplomacia americana seja uma ferramenta para o sucesso."

Obama acrescentou que o Irã "não deve ter ilusões" e que, se o país não abandonar suas ameaças a Israel, não renunciar seu apoio a terror e nem desistir de desenvolver armas nucleares, os iranianos irão provocar o seu próprio isolamento.

 
 
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