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Atualizado às: 31 de julho, 2008 - 10h47 GMT (07h47 Brasília)
 
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Estudo sugere explicação para depressão pós-parto
 
Depressão pós-natal
Pesquisa sugere que falta de receptor pode causar distúrbio
Cientistas americanos dizem estar mais perto de compreender porque algumas mulheres sofrem com depressão pós-parto.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que ratas que não possuem um receptor químico no cérebro desenvolveram sintomas semelhantes ao mal.

Uma especialista britânica que leu o estudo – publicado na revista científica Neuron – disse que ele pode gerar novos tratamentos contra depressão pós-parto.

Acredita-se que entre 5% e 25% de todas as novas mães sofrem algum tipo de depressão pós-parto. Elas encontram dificuldades de suprir as necessidades do bebê e, às vezes, de formar um laço afetivo com ele.

Humor e ansiedade

As razões exatas para algumas mulheres desenvolverem o mal e outras não ainda são desconhecidas. Mas a equipe da universidade americana acredita ter algumas respostas.

Eles estudaram um grupo de células do cérebro que cumpre um papel fundamental na regulação do humor e da ansiedade.

Um químico chamado GABA pode reduzir a atividade de determinadas células nervosas ao entrar em contato com receptores da superfície da célula que regula o humor e da ansiedade.

A equipe de cientistas percebeu que, nos ratos, um tipo particular destes receptores é altamente ativo durante a gravidez e o logo após o nascimento do filho.

A teoria deles é que essa variedade de receptor pode ajudar, em circunstâncias normais, a controlar a resposta do cérebro a grandes mudanças hormonais – tanto no período de gravidez como imediatamente depois.

Uma falha nesses receptores poderia ser a origem dos sintomas da depressão pós-parto, segundo eles.

Novo tratamento

Para testar a teoria, eles criaram ratas com menos receptores nas células.

Estas ratas transgênicas se comportaram como mães com depressão pós-parto, com comportamento mais letárgico e, às vezes, rejeitando seus filhos.

Quando elas receberam uma droga que estimula os receptores, os sintomas param.

"Atingir a subunidade (o receptor) pode ser uma estratégia promissora para desenvolver novos tratamentos para depressão pós-parto", disse Jamie Maguire, da equipe de cientistas da Califórnia.

A especialista britânica Delia Belelli, da Universidade de Dundee, estuda o impacto do químico GABA em desordens de humor há mais de 20 anos.

Ela disse que a droga usada no estudo da Universidade da Califórnia pode ter um papel importante no tratamento de mulheres com depressão pós-parto.

"É fascinante ver algo como isso sendo divulgado, depois de tantos anos de especulação", disse Belelli.

"O que eles estão sugerindo não é surpreendente, e poderia, em teoria, ser aplicado não só à depressão pós-parto, como também a outras desordens de humor, como as do ciclo menstrual das mulheres."

 
 
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