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Atualizado às: 05 de agosto, 2008 - 18h15 GMT (15h15 Brasília)
 
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Trabalhadoras brasileiras 'são mais estressadas que homens'
 
'Dupla jornada' é apontada como fator de piora na saúde feminina
As trabalhadoras brasileiras são mais estressadas e sedentárias do que seus colegas de escritório, segundo uma pesquisa feita pela SulAmérica Saúde com seus associados.

A empresa avaliou a saúde e o estilo de vida de 29.085 associados homens e mulheres espalhados por 12 Estados e 160 empresas, durante um período de cinco anos, de 2003 a 2007. Desse total, 42% eram mulheres.

De acordo com o trabalho, em 2007, 71,9% das mulheres entrevistadas disseram ser sedentárias, em comparação a 57,9% dos homens. Elas também dizem ser mais estressadas: 51% das mulheres contra 28% dos homens.

Na comparação com dados de anos anteriores, o nível de estresse se manteve quase inalterado – entre 2003 e 2004, 49,4 das mulheres que participaram das pesquisa se disseram estressadas.

O sedentarismo aumentou um pouco – de 65,7%, em 2003, para os 71,9% do ano passado. Apesar disso, os dados de 2007 mostram uma redução em relação aos de 2006, quando foi registrado o pico do sedentarismo, em 74%.

Razões

De acordo com os especialistas da SulAmérica, as pressões da vida moderna estão por trás da situação das mulheres.

“Provavelmente”, afirmam os autores do trabalho, “esses dois índices altos sejam conseqüências da dupla jornada de trabalho da mulher além do desempenho dos vários papéis no dia-a-dia”.

Além disso, segundo os especialistas, a mudança de alguns hábitos também pode ser responsável pela possível piora da saúde das mulheres.

“O cenário de descuido com a própria saúde acontece por conta da mudança nos padrões de vida entre o público feminino. Além de exercer vários papéis distintos, a mulher atual é mais sedentária: tarefas corriqueiras que as mulheres no passado realizavam com certo esforço físico, como ir a pé ao mercado e trabalhos domésticos, hoje são realizadas com meios que, apesar de oferecer conforto, não exigem nenhuma atividade física”, dizem as autores do trabalho.

Outro problema, ainda segundo o levantamento, é que as mulheres têm mantido hábitos alimentares inadequados, comendo em horários inadequados e consumindo muitos lanches e refeições rápidas.

Além de mais estressadas e sedentárias, o trabalho verificou que aumentou a taxa de colesterol e o sobrepeso das mulheres pesquisadas. De 2004 para 2007, os casos de colesterol alto passaram de 14,4% para 26%. No mesmo período, o índice de mulheres com sobrepeso passou de 27,1% para 34,7%.

Para a cardiologista ligada à SulAmérica Andréa de Medeiros Matsushita, “o produto final de todas essas mudanças resultou em mulheres mais estressadas, sedentárias e com peso acima do ideal”.

A médica recomenda que as mulheres busquem equilibrar melhor as diferentes demandas, prestando mais atenção a sua saúde e à prevenção dos problemas.

 
 
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