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Atualizado às: 26 de agosto, 2008 - 10h52 GMT (07h52 Brasília)
 
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Gado alinha o corpo em direção norte-sul, diz estudo
 
Gado. Foto: J. Cerveny
O magnetismo terrestre pode influenciar o comportamento
Um estudo realizado por pesquisadores alemães sugere que o gado e os cabritos selvagens normalmente alinham seus corpos em direção norte-sul, seguindo orientação dos pólos magnéticos da Terra.

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, foi publicada na edição desta terça-feira da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Para realizar o estudo, os pesquisadores observaram imagens de satélite de 8,5 mil vacas pastando ou descansando em 308 rebanhos ao redor do mundo e perceberam que cerca de 70% do gado tinha uma tendência de alinhar seus corpos na direção norte-sul.

Ao fazer a mesma observação com fotos de 2,9 mil cabritos selvagens, os pesquisadores perceberam que mais de 70% dos animais pastavam ou descansavam com o corpo alinhado na mesma direção.

Campo magnético

Inicialmente pensava-se que era o vento ou o sol que fazia com que todos os elementos de um rebanho se voltassem para o mesmo lado ao pastarem.

Mas, segundo Sabine Begall, que liderou o estudo, é possível que os campos magnéticos da Terra influenciem o comportamento desses animais.

Para testar essa hipótese, o grupo observou o gado em locais com alta declinação magnética – onde o norte geográfico não corresponde ao norte magnético em função do magnetismo terrestre.

Os resultados sugerem que nestes locais, o eixo de alinhamento dos animais era orientado com base no norte magnético, o que indicaria que os animais são influenciados de alguma maneira pelos campos magnéticos.

De acordo com o estudo, apesar de abrangente, os caçadores, fazendeiros e criadores de gado parecem não ter percebido esse fenômeno.

De acordo com o professor John Philips, biólogo da Virginia Tech University, nos Estados Unidos, esse “sexto sentido magnético” pode ser “virtualmente presente em todo o mundo animal”.

“Precisamos pensar em elementos fundamentais que essa habilidade sensorial oferece aos animais”, disse.

Os cientistas ainda não conseguiram identificar, no entanto, o mecanismo que faz animais se comportarem dessa maneira.

 
 
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