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Atualizado às: 16 de setembro, 2008 - 17h38 GMT (14h38 Brasília)
 
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AIG tem um dia para se salvar, diz governador de NY
 
Operadores na Bolsa de Nova York
Ações da AIG registraram queda de 46% pela manhã em Nova York
O governador de Nova York, David Paterson, afirmou nesta terça-feira que a maior companhia de seguros dos Estados Unidos, a AIG, tem um dia "para se salvar".

De acordo com Paterson, a AIG precisa conseguir quase US$ 80 bilhões em empréstimos de curto prazo para garantir a liquidez de suas operações.

Na segunda-feira, as três maiores agências de classificação de risco – Standard & Poor's, Moody's e Fitch – pioraram a nota de avaliação da AIG, apesar de manter o grau de investimento para a empresa.

As ações da AIG chegaram a cair mais de 70% em Nova York, antes de registrar uma leve recuperação. Na manhã desta terça, as ações da empresa eram negociadas a US$ 2,56 - uma queda de 46%.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, cancelou um pronunciamento que faria sobre o que um porta-voz chamou de "desdobramentos do mercado".

O Fed (Federal Reserve), o banco central americano, pediu que os bancos de investimentos JP Morgan e Goldman Sachs facilitem um crédito de emergência de US$ 75 bilhões para ajudar a AIG.

De acordo com o analista de negócios da BBC, Greg Wood, um possível fracasso na operação para salvar a AIG seria duas vezes maior do que a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, que derrubou as bolsas no mundo todo na segunda-feira.

Mercados

Por volta das 14h30 desta terça-feira (horário de Brasília), o índice Dow Jones operava com leve alta de 0,66% em Nova York. O Nasdaq registrava alta de 0,29%.

Em São Paulo, o índice Bovespa operava em queda de 1,38% às 14h43.

Na Europa, que também havia sentido o forte impacto da quebra do Lehman Brothers na segunda-feira, a terça-feira também foi de quedas.

Em Londres, o índice FTSE caiu 3,48% e terminou o dia com 5.023,10 pontos. O índice CAC 40 perdeu 1,96% em Paris e ficou com 4.087,40 pontos. Já o DAX encerrou com baixa de 1,63% em Frankfurt, aos 5.965,17 pontos.

Em Moscou, os negócios na bolsa foram temporariamente suspensos depois de o mercado local ter registrado as piores quedas em dez anos.

O índice Micex foi interrompido depois de uma queda de mais de 16%, e o índice RTS parou de operar após registrar baixa de mais de 11%.

A crise de crédito internacional, a queda nos preços do petróleo e as preocupações quanto ao conflito entre Rússia e Geórgia foram apontados como fatores responsáveis pelas quedas em Moscou.

Ásia

Na Ásia, as praças financeiras na China, no Japão, em Hong Kong e na Coréia do Sul, que não abriram na segunda-feira por conta de feriado, sentiram pela primeira vez os efeitos das notícias que fizeram a Bolsa de Nova York ter o pior dia desde o 11 de setembro de 2001.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou em queda de 4,95%, aos 11.609,72 pontos – o mais baixo nível desde julho de 2005. Já o índice Topix, mais amplo, caiu 5,07% para os 1.117,57 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng fechou em queda de 5,44% aos 18.300,61 pontos.

Em Xangai, o índice Composite recuou 4,47% para 1.986,64 pontos – o menor nível em 21 meses.

Em Seul, o índice Kospi fechou em baixa de 6,10% aos 1.387,75 pontos.

 
 
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