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Atualizado às: 17 de setembro, 2008 - 23h31 GMT (20h31 Brasília)
 
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Apesar de empréstimo para AIG, mercados sofrem nova queda
 
Operador na Bolsa de Nova York (AP)
Investidores temem que situação permaneça volátil nos mercados
O anúncio do empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) para tentar evitar a falência da seguradora AIG, a maior dos Estados Unidos, não conseguiu acalmar os ânimos dos mercados internacionais.

As ações em Wall Street sofreram mais uma queda nesta quarta-feira, com o índice Dow Jones registrando o segundo pior desempenho do ano, fechando em baixa de mais de 4%, com uma perda de 449,36 pontos.

O índice Nasdaq registrou baixa de 4,94%, caindo a 109,05 pontos.

Em São Paulo, o índice Bovespa fechou com uma forte queda de 6,74%, descendo para 45.908 pontos.

Na Europa, o índice FTSE, da Bolsa de Londres, fechou com queda de 2,2%. O Cac 40, de Paris, perdeu 2,1% e o Dax, de Frankfurt, recuou 1,7%.

A Bolsa de Valores de Moscou suspendeu o pregão depois de grandes quedas nas ações negociadas na Rússia.

As bolsas asiáticas tiveram reações diferentes. As ações em Tóquio e Seul registraram alta, mas os preços em Hong Kong, Xangai e na Austrália caíram.

Os mercados internacionais devem permanecer voláteis nos próximos dias em meio ao temor de que o sistema financeiro siga instável depois da turbulência dos últimos dias.

"Acho que ninguém está muito certo sobre qual direção o mercado tomará por mais do que alguns dias", disse Darren Winder, estrategista da companhia Cazenove.

Grã-Bretanha

A economia britânica, no entanto, se movimentou no final desta quarta-feira com o anúncio de uma possível grande fusão bancária.

Os bancos Lloyds TSB e Halifax Bank of Scotland (HBOS) anunciaram estar negociado uma fusão.

O negócio criará um gigante bancário que vai abarcar quase terço da poupança e do mercado de hipotecas da Grã-Bretanha.

A compra do HBOS pelo Lloyds TSB deve acalmar as incertezas a respeito da força do Halifax-Bank of Scotland, o maior banco hipotecário do país, após a desvalorização de suas ações.

Segundo Robert Peston, editor de negócios da BBC, o acordo deve ser anunciado formalmente na manhã desta quinta-feira, antes da abertura da bolsa de Londres.

O acordo entre os dois bancos teria sido estimulado pelo próprio primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

Peston explica que o negócio - que criará uma empresa com 22 milhões de clientes e que poderia ser questionado com base na lei de concorrência -, está sendo encarado como "interesse nacional" pelo governo.

Defesa

Em Washington, a Casa Branca defendeu nesta quarta-feira o empréstimo concedido à AIG.

"Você tem um governo que está disposto a agir quando for apropriado, e um governo para garantir que possamos limitar maiores danos financeiros para a economia", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Dana Perino.

Em troca da ajuda do Fed à AIG, o governo americano assumirá o controle de quase 80% das ações da empresa e o gerenciamento dos negócios – medidas similares às acertadas no acordo de resgate das gigantes hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae.

O pacote de resgate foi anunciado um dia depois da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata e provocou a queda no preço de diversas ações no mercado financeiro global.

O banco britânico Barclays anunciou que chegou a um acordo para a compra das operações de banco de investimento e de mercado de capitais do Lehman Brothers nos Estados Unidos - uma aquisição no valor de US$ 250 milhões.

Prevenção

Em comunicado, o Fed declarou que a decisão sobre o resgate da AIG contou com "todo o apoio do Tesouro (americano)" e que o acordo para o empréstimo inclui condições estabelecidas para "proteger os interesses do governo americano e dos contribuintes".

O banco central americano afirmou ainda que agiu para prevenir um fracasso que poderia prejudicar a economia global.

Segundo o analista econômico da BBC Greg Wood, a amplitude do pacote de resgate da AIG é um sinal da preocupação causada pela crise financeira.

Wood afirma ainda que o fracasso da empresa – que possui segurados em 100 países e garante negócios e investimentos ao redor do mundo – teria um impacto maior no mercado financeiro do que o colapso do Lehman Brothers.

A falência da AIG significaria que muitos bancos e fundos de investimento nos Estados Unidos e ao redor do mundo perderiam a cobertura dos riscos abrangidos pelos seguros em um momento em que a falta de liquidez deve crescer.

O resgate da AIG é o terceiro pacote anunciado pelo governo americano para salvar instituições financeiras neste mês, depois de assumir o controle das gigantes Fanny Mae e Freddie Mac.

Nesse caso, a decisão do Fed é ainda mais surpreendente porque o banco central permitiu que o Lehman Brothers pedisse a concordata sem anunciar um pacote de investimentos para tentar prevenir a quebra.

 
 
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