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Atualizado às: 18 de setembro, 2008 - 11h33 GMT (08h33 Brasília)
 
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Estudo liga antibióticos na gravidez à paralisia cerebral do bebê
 

 
 
Bebê
Especialistas dizem que mães não devem evitar antibióticos
Um estudo ligou um pequeno número de casos de paralisia cerebral em bebês ao uso de antibióticos por mães que entraram em trabalho de parto prematuro.

O estudo britânico detectou 35 casos de paralisia cerebral em 769 crianças de mães de parto prematuro que receberam antibióticos. Já em 735 filhos de mães que não receberam o medicamento, foram detectados 12 casos de paralisia cerebral – quase três vezes menos.

Especialistas afirmam que mulheres grávidas não devem se sentir preocupadas ao usar antibióticos para tratar infecções.

A pesquisa foi a mais ampla já feita no mundo sobre o impacto de antibióticos em mães que entram em trabalho de parto antes da hora. O objetivo do estudo era investigar se o uso de antibióticos – que podem ajudar a combater uma outra infecção – por mulheres com sintomas de trabalho de parto prematuro pode melhorar a saúde dos bebês.

Antibiótico necessário

Em 2001, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, detectou que o antibiótico eritromicina traz benefícios imediatos em mulheres com trabalho de parto prematuro (antes de 37 semanas de gestação), cujas bolsas de água romperam.

O medicamento retardou o começo do trabalho de parto e reduziu o risco de infecções e problemas respiratórios nos bebês.

Agora, a nova pesquisa tenta avaliar o impacto que o uso de antibióticos teve nas crianças sete anos depois do parto.

Inesperadamente, o estudo sugere que tanto a eritromicina como o antibiótico co-amoxiclav podem aumentar o risco de danos no desenvolvimento – como dificuldade de caminhar ou problemas – e triplicar a chance de paralisia cerebral, no caso das mães com trabalho de parto prematuro.

Os cientistas não têm explicação para essa ligação entre o uso de antibiótico e a paralisia cerebral.

"Nós suspeitamos que a infecção é um dos fatores (de risco), no caso de trabalhos de parto prematuro", disse o professor Peter Brocklehurst, da Universidade de Oxford.

"Antibióticos podem simplesmente suprimir os níveis de infecção para parar o trabalho de parto prematuro, mas o bebê continua em um ambiente hostil."

Infecções durante a gravidez ou infância são alguns dos fatores que provocam a paralisia cerebral infantil.

Em carta a médicos e parteiros, Liam Donaldson – a principal autoridade de saúde do governo britânico – disse que apesar do estudo, as mães não devem deixar de usar antibióticos quando necessário, já que os medicamentos podem salvar vidas em casos de infecções.

"Esses estudos não significam que antibióticos não são seguros para serem usados em gravidez. Mulheres grávidas com sinais de infecção devem ser tratadas imediatamente com antibióticos", afirmou em nota a Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, uma associação britânica de médicos.

O estudo foi publicado na revista científica The Lancet.

 
 
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