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Atualizado às: 21 de setembro, 2008 - 16h21 GMT (13h21 Brasília)
 
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Obesidade pode aumentar risco de segundo aborto
 
Mulher obesa
Já se sabe que obesidade afeta a fertilidade
Mulheres obesas têm mais chance sofrer novos abortos espontâneos após terem abortado uma vez, segundo um estudo do Hospital St. Mary’s, em Londres, apresentado em uma conferência do Royal College of Obstetrics and Gynaecology no Canadá.

Os cientistas acompanharam os progressos de 696 mulheres cujos abortos haviam sido classificados como “inexplicáveis” por uma clínica especializada em gestação.

Segundo os cientistas, o risco de um segundo aborto espontâneo era 73% mais alto entre mulheres obesas.

Mas um especialista em obesidade afirmou que tentar perder peso durante a gravidez pode ser perigoso para o feto e aconselhou as obesas que tenham sofrido aborto a tentar emagrecer antes de tentar engravidar novamente.

Apesar de a obesidade já ter sido ligada a problemas de fertilidade e durante a gravidez, este estudo afirma ser o primeiro a investigar especificamente os abortos “recorrentes”, para os quais não há uma razão óbvia.

Das 696 mulheres acompanhadas no estudo, mais da metade tinha peso normal, 30% estavam acima do peso e 15% eram obesas – ou seja, tinham Índice de Massa Corporal (IMC) equivalente ou superior a 30.

O quanto mais velha a mulher, maiores as chances de um segundo aborto espontâneo, mas quando os dados foram ajustados para levar isso em conta, a obesidade surgiu como um outro possível fator.

A incidência de aborto espontâneo foi semelhante entre todas as mulheres do grupo, mas o risco de um segundo aborto aumentou dramaticamente entre as mulheres obesas.

Malformação fetal

Winnie Lo, a enfermeira especializada que apresentou o estudo em Montreal disse: “Esse é o primeiro estudo a analisar diretamente a ligação entre Índice de Massa Corporal e aborto”.

“Ele mostra que as mulheres obesas que passam por abortos recorrentes sofrem maior risco de sofrer novos abortos.”

Para o endocrinologista Nick Finer, especialista em obesidade do Hospital Addenbrooke’s, perto de Cambridge, a conclusão do estudo não é surpresa.

“Nós já sabemos que as chances de fertilidade diminuem com o aumento do IMC, os riscos de malformação fetal aumentam, junto a riscos de outras adversidades durante a gestação.”

Ele afirma que não se sabe exatamente qual a razão para as obesas terem mais problemas, mas é possível que a obesidade aumente a inflamação, prejudicando as chances de uma gravidez bem sucedida.

Ele também aconselhou as obesas a não tentar dietas radicais durante a
gestação.

 
 
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