BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
 
Atualizado às: 09 de outubro, 2008 - 13h57 GMT (10h57 Brasília)
 
Envie por e-mail   Versão para impressão
Espanha restringe 'importação' de mão-de-obra
 

 
 
Construção
O setor de construção eliminou diversas vagas em 2008
O Ministério do Trabalho espanhol anunciou nesta quinta-feira que estão proibidas as contratações de trabalhadores estrangeiros para preencher vagas que podem ser ocupadas por espanhóis e imigrantes que já estejam no país.

A restrição visa a combater o desemprego na Espanha, que já alcançou 11,3% da população ativa, o pior índice desta década. A medida excluirá contratações de atletas, técnicos esportivos e 18 cargos da marinha.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira na nova lista de ofertas de trabalho do Instituto Nacional do Emprego (INEM).

Até então, as empresas espanholas informavam ao INEM sobre as vagas disponíveis.

Se em alguns dias não conseguissem preenchê-las com trabalhadores locais, tinham a opção de contratar um imigrante, desde que a documentação fosse tramitada nos consulados espanhóis em seus países de origem.

Por meio deste procedimento, cerca de 90 mil trabalhadores estrangeiros chegaram à Espanha em 2008 e mais de 200 mil entraram em 2007.

Só o setor de serviços, que emprega principalmente garçons, faxineiras e arrumadeiras, chegou a ter 58,6% do total de contratos fechados com imigrantes no ano passado.

Xenofobia

O veto já havia sido antecipado pelo Ministro do Trabalho e Imigração, Celestino Corbacho, no início de setembro.

"Não parece razoável que em um mercado como o espanhol, com 2,5 milhões de desempregados, continuemos recorrendo à contratação nos países de origem", disse na época o ministro no Parlamento nacional.

Corbacho afirmou que a intenção do governo é que "a taxa de contratação de estrangeiros em 2009 se aproxime de zero", já que "as pessoas que tiverem de ser contratadas devem estar entre os milhões de desempregados que estão na Espanha".

A nova lei também servirá de mecanismo de controle às empresas. O Ministério do Trabalho vem recebendo denúncias de empregados que reclamam que as companhias demitem imigrantes antes de que comecem a acumular direitos trabalhistas. Em seguida, contratam uma nova leva no exterior.

O ministro se defendeu da acusação dos sindicatos de que a medida é xenófoba, justificando que a restrição será uma forma de proteger todos os trabalhadores que já estão no país - "não só os espanhóis, mas também os estrangeiros desempregados", disse.

A medida está atraindo críticas não só de sindicatos, mas também dentro da sociedade espanhola.

Uma pesquisa publicada pelo jornal El País nesta quinta-feira indica que 77% dos entrevistados desaprovam o veto e 21% apóiam a medida.

 
 
Economia global em crise Especial
Veja notícias e análises sobre a crise na economia global.
 
 
O chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da França, Nicolas Sarkozy Europa
Crise coloca em xeque união econômica na região.
 
 
Banco Santander Lucros e perdas
América Latina ajuda empresas da Espanha a enfrentar crise.
 
 
Bovespa Montanha russa
Entenda o sobe-e-desce da bolsa brasileira.
 
 
A crise e o Brasil
O governo brasileiro deve ajudar os bancos?
 
 
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
 
Envie por e-mail   Versão para impressão
 
Tempo | Sobre a BBC | Expediente | Newsletter
 
BBC Copyright Logo ^^ Início da página
 
  Primeira Página | Ciência & Saúde | Cultura & Entretenimento | Vídeo & Áudio | Fotos | Especial | Interatividade | Aprenda inglês
 
  BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
 
  Ajuda | Fale com a gente | Notícias em 32 línguas | Privacidade