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Atualizado às: 13 de outubro, 2008 - 09h44 GMT (06h44 Brasília)
 
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Análise: Será que a ação do G7 é suficiente?
 

 
 
Prédio do FMI refletido no prédio do Banco Mundial
Bush visitou pela primeira vez o prédio do FMI em Washington
O fim-de-semana foi rápido e cheio de novidades em Washington.

O centro de imprensa do Fundo Monetário Internacional (FMI) fica em um porão deprimente a dois andares abaixo do térreo, mas, de forma metafórica, é um bom lugar para se observar tudo que está acontecendo.

Após outra semana espantosa em Wall Street, o mercado de ações conseguiu se recuperar do fundo do poço no final da sexta-feira.

Isso se devia à uma expectativa, ou esperança, de que os ministros da Fazenda dos países do G7 anunciassem um plano de ajuda.

Possibilidades abertas

Como esperado, o comunicado dos ministros foi feito logo depois que os mercados fecharam.

O anúncio cobriu todas as áreas básicas – a injeção de dinheiro público nos bancos, para garantir que nenhum vá à falência, e para que os mercados de crédito voltem a ter liquidez.

Mas a ação deixou várias possibilidades abertas.

No dia seguinte ao encontro do G7, a ministra francesa da Fazenda, Christine Lagarde, disse uma conferência em Paris com os países do G7 que usam o euro, mais a Grã-Bretanha, colocaria "carne no esqueleto", ao definir os detalhes de como os países europeus colocariam em prática o plano do G7.

Enquanto isso, em Washington, o plano americano de resgate avançou.

Existe agora mais ênfase na idéia de que o governo deve assumir as perdas de bancos que estão com dificuldades. E o plano britânico de ajuda financeira também avançou rapidamente.

Durante todo o tempo, o G7 está sendo pressionado pelo FMI para acelerar suas medidas.

Mau humor

O humor aqui no FMI não chega ao pânico que atingiu os mercados durante alguns momentos, mas ainda assim é bastante ruim.

Mesmo o presidente americano, George W. Bush, tomou um tempo para visitar o FMI, onde se encontrou com ministros da Fazenda de alguns países. Foi a primeira visita de Bush ao prédio.

Diversos dirigentes do FMI – incluindo o diretor-geral Dominique Strauss-Kahn – estão dizendo que esta é a maior crise desde a Grande Depressão dos anos 30.

No entanto, as conseqüências econômicas na economia real ainda não estão nem perto do que foram nos anos 30.

O principal economista do FMI, Olivier Blanchard, disse à BBC que a situação certamente não vai se deteriorar até esse ponto.

Ainda assim, a previsão do FMI é bastante sombria. A segunda metade do próximo ano verá uma recuperação "gradual".

Quando a previsão foi publicada, Blanchard disse que mais medidas eram necessárias. Mas ele achou que o medo nos mercados provocaria uma reação dos governos.

Parece que ele estava certo. Resta aguardar para ver se as medidas anunciadas neste fim de semana vão funcionar.

 
 
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