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Atualizado às: 27 de outubro, 2008 - 12h12 GMT (10h12 Brasília)
 
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Israel: Partido de Livni pede novas eleições
 
Shimon Peres e Tzipi Livni
Livni recomendou que Peres anuncie eleições rapidamente
O partido governista israelense, o Kadima, submeteu à apreciação do Parlamento uma moção dissolvendo a casa e propondo a realização de eleições antecipadas, após o fracasso da líder Tzipi Livni em formar uma coalizão de governo.

O partido, cujo ex-líder Ehud Olmert renunciou em meio a alegações de corrupção, disse que quer eleições gerais no início de 2009.

No domingo, a ministra do Exterior e atual líder do Kadima, Tzipi Livni, disse que preferia ir às urnas a ceder a "extorsões" de potenciais parceiros de coalizão.

A moção apresentada pelo Kadima tenta contornar um período de espera de 21 dias no qual outro partido poderia tentar formar uma coalizão governante.

"É importante que novas eleições sejam realizadas o mais rapidamente possível para reduzir incertezas, devido aos sérios desafios políticos, econômicos e de segurança que Israel têm", disse o porta-voz do Kadima, Smulik Dahan.

Olmert, que continua provisoriamente no cargo de primeiro-ministro até que um novo governo seja formado, deverá discursar no Knesset na abertura dos trabalhos de inverno nesta segunda-feira.

Disputa acirrada

As próximas eleições parlamentares haviam sido programadas para 2010, mas se o Knesset aprovar sua dissolução, o pleito poderá ser realizado no final de janeiro de 2009.

Analistas prevêem que, se não houver maioria no Parlamento pela dissolução, o presidente Shimon Peres pode convocar eleições para meados de fevereiro.

Pesquisas de opinião sugerem que Livni enfrentaria uma disputa acirrada contra o partido de centro-direta Likud, de Binyamin Netanyahu.

Em julho, quando Olmert anunciou sua renúncia, as pesquisas de opinião mostravam Netanyahu na frente, mas Livni conseguiu reduzir a diferença desde então.

Uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisa Dahaf no domingo previu que, no caso de novas eleições, o número de cadeiras do Kadima permaneceria inalterado em 29, um pouco à frente do Likud, cujo número de assentos subiria de 12 para 26.

Como ministra do Exterior, Livni vinha conduzindo negociações com os palestinos, mas o processo foi efetivamente interrompido.

No domingo, o negociador palestino Saeb Erekat disse à BBC que se os israelenses decidirem realizar eleições antecipadas, as negociações não poderão prosseguir antes disso.

O presidente americano, George W. Bush, havia manifestado a esperança de que um acordo de paz entre israelenses e palestinos pudesse ser fechado antes que ele deixe o governo em janeiro.

 
 
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