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Atualizado às: 11 de dezembro, 2008 - 19h34 GMT (17h34 Brasília)
 
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Ricos devem cortar no mínimo 40% das emissões, diz Minc
 

 
 
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (foto de arquivo)
Em discurso na Polônia, ministro diz que redução menor seria 'desastre'
Uma meta de redução de gases poluentes de menos de 40% para os países desenvolvidos até o ano 2050 seria um desastre para o planeta, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em seu discurso na abertura da fase decisiva do encontro sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas em Poznan, na Polônia.

Diante de representantes de 189 países, Minc afirmou que as economias em desenvolvimento também têm que assumir as suas responsabilidades.

O ministro lembrou que o Brasil anunciou na semana passada o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que inclui metas de redução do desmatamento – responsável por 75% das emissões brasileiras.

“A responsabilidade histórica e de maior magnitude dos países desenvolvidos não pode servir para que os que agora se desenvolvem não assumirem responsabilidades inadiáveis”, discursou.

"Compromisso tímido"

O ministro criticou a recente notícia de que a equipe de transição dos Estados Unidos – que nunca se comprometeram em reduzir emissões, já que não ratificaram o Protocolo de Kyoto – estaria trabalhando com a proposta de igualar as emissões aos níveis de 1990 até 2020.

“Os países mais desenvolvidos, que mais emitem e têm maior capacidade tecnológica, devem avançar mais, começando pelos Estados Unidos, na era Obama, que felizmente anunciou nova posição, mas que no entanto ainda é mais tímida que as metas de Kyoto (que prevê a redução de emissões em 5% aos níveis de 1990).”

Minc destacou ainda a criação do Fundo Amazônia, uma iniciativa anunciada no ano passado pelo governo para financiar o combate ao desmatamento na região.

Segundo informações de um representante do BNDES que participa do encontro na Polônia, que gere os recursos, também poderá ser usado para combater o desmatamento em outros países.

O ministro do Meio Ambiente citou o plano de mudanças climáticas da Grã-Bretanha como exemplo a ser seguido pelos países ricos.

Recentemente, o governo britânico se comprometeu a reduzir as suas emissões de gases que provocam o efeito estufa em 80% até 2050.

 
 
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