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Atualizado às: 29 de dezembro, 2008 - 13h00 GMT (11h00 Brasília)
 
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Análise: Israel quer neutralizar Hamas, mas rendição é improvável
 

 
 
Ataque israelense à Faixa de Gaza
Caças de Israel atacaram alvos em várias partes da Faixa de Gaza
Israel apresentou um plano de guerra ambicioso. As autoridades dizem que querem criar um novo ambiente de segurança para proteger israelenses que vivem ao alcance de foguetes lançados da Faixa de Gaza.

O país quer, de acordo com uma autoridade, "neutralizar os milicianos do Hamas" para que eles não lancem mais ataques ao território israelense.

No domingo, a forma como Israel acredita poder fazer isso se tornou um pouco mais clara.

Os bombardeios tentaram matar o maior número possível de combatentes do Hamas e destruir a infra-estrutura de poder e de governo que o Hamas vem tentando construir desde que assumiu o controle da Faixa de Gaza.

A primeira onda de ataques funcionou bem do ponto de vista de Israel.

Durante o levante armado palestino depois de 2000, caças israelenses atacaram bases de segurança palestinas várias vezes.

Com freqüência seus ataques eram esperados, e eles arrasaram prédios vazios.

Mas em nenhum momento tentaram uma ofensiva aérea na escala em que começaram no sábado.

As bases para isto foram preparadas por uma inteligente guerra psicológica.

Divisões

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, emitiu alertas à imprensa árabe de que haverá um banho de sangue se o Hamas não parar com o lançamento de foguetes.

Entretanto, ao mesmo tempo, porta-vozes israelenses disseram aos jornalistas que o plano de guerra não foi autorizado pelo gabinete.

 Israel pode não conseguir tudo o que quer. É pouco provável que o Hamas se renda. Ele tem sua ideologia de resistência e martírio. Os palestinos sob ataque podem se esquecer de algumas divisões que os afetaram nos últimos três anos e unir-se contra um inimigo comum.
 

Mas foi. Então, quando a primeira onda de aviões israelenses sobrevoou a Faixa de Gaza, pode atacar bases e complexos que não tinham sido evacuados.

Esta foi uma razão de tantas pessoas terem morrido rapidamente.

O fato de que reservistas do Exército israelense foram convocados, além da movimentação de tanques, sugere que os ataques aéreos serão seguidos de incursões por terra. Suas dimensões e duração ainda não estão claros.

A inteligência israelense disse na manhã de domingo que muitos palestinos na Faixa de Gaza estão cansados do Hamas.

Israel parece crer que pode trabalhar nas divisões que já existem entre os palestinos até que seja possível isolar o Hamas de todos menos os partidários mais radicais, e forçá-los a aceitar seus termos.

Mas Israel pode não conseguir tudo o que quer. É pouco provável que o Hamas se renda. Ele tem sua ideologia de resistência e martírio.

Os palestinos sob ataque podem se esquecer de algumas divisões que os afetaram nos últimos três anos e unir-se contra um inimigo comum.

Apoio dos EUA

Os generais israelenses sempre supõem que têm um tempo limitado para alcançar os seus objetivos.

Eles já deviam ter esperado as declarações críticas que foram emitidas pela Secretaria Geral das Nações Unidas horas depois da primeira onda de ataques.

Os Estados Unidos já estão dando seu apoio diplomático contumaz para Israel nas Nações Unidas.

Um novo presidente americano deve tomar posse em janeiro. Como presidente, Barack Obama deve manter seu firme apoio a Israel.

Ele não vai querer, no entanto, assumir o cargo em meio a uma crise aguda no Oriente Médio.

Israel já matou civis, assim como crianças. A pressão internacional sobre o país para acabar com os ataques vai aumentar com o número de mortos.

 
 
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