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Atualizado às: 01 de janeiro, 2009 - 23h26 GMT (21h26 Brasília)
 
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Nizar Rayyan era parte da 'linha dura' do Hamas
 
Nizar Rayyan (arquivo)
Nizar Rayyan costumava vestir farda para patrulhar as ruas
Nizar Rayyan, o líder político do Hamas morto nesta quinta-feira em um ataque israelense, era um clérigo mordaz que defendia ataques suicidas de palestinos contra Israel.

Um dia antes que um míssil atingisse seu apartamento em Gaza, ele fez um pronunciamento no canal de TV Al-Aqsa, do Hamas, onde prometeu que o movimento islâmico atingiria Israel “ainda mais profundamente” do que antes.

“Se Deus quiser, o Estado do mal, o Estado judeu, não vai acabar com a resistência”, disse.

No pronunciamento, ele ainda afirmou que se Israel lançasse uma ofensiva por terra contra Gaza, o Hamas iria “matar os inimigos e fazer reféns”.

Rayyan é descrito como um dos cinco principais tomadores de decisões dentro do Hamas e como a ligação entre a liderança do movimento e a facção militar do grupo.

“Linha-dura”

Um homem barbudo com mais de 40 anos, ele viveu em Jabaliya, ao norte de Gaza, e era conhecido tanto como um religioso como conferencista universitário.

Visto como um dos líderes mais “linha-dura” do Hamas, ele costumava vestir farda e usar um cinto de munição para patrulhar as ruas junto com as forças do movimento.

Uma de suas principais características era o de ser um ferrenho opositor à existência do Estado de Israel.

Ele já havia dado declarações à imprensa afirmando que o Hamas nunca reconheceria o Estado judeu na região.

Quando o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza, em junho de 2007, Rayyan afirmou que o movimento não dialogaria com o Fatah, partido palestino secular que antes dominava a região, mas usaria apenas “a espada e o fuzil”.

Meses depois, em um comício na Cidade de Gaza, ele ainda afirmou que o Hamas tomaria o controle da Cisjordânia, área dominada pelo Fatah.

Depósito de armas

Diferente de outros líderes do grupo, ele optou por continuar em seu apartamento depois que a ofensiva israelense contra Gaza teve início, no final de dezembro.

O governo israelense afirma que sua casa servia como depósito de armamentos e como um centro de comunicações do grupo.

Segundo autoridades palestinas, duas das quatro mulheres de Rayyan e alguns de seus filhos também foram mortos no ataque de quinta-feira.

 
 
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