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Atualizado às: 07 de janeiro, 2009 - 15h07 GMT (13h07 Brasília)
 
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Após trégua, Israel retoma ataques em Gaza
 
Mulher ferida em Gaza
Mais de 600 palestinos já morreram desde início de ação israelense
Depois de uma pausa de três horas nesta quarta-feira, Israel retomou a ofensiva militar na Faixa de Gaza. Segundo testemunhas, os ataques foram reiniciados logo após as 12h (horário de Brasília).

O governo israelense disse que haverá uma pausa diária nos ataques para permitir que a população de Gaza possa receber auxílio médico e suprimentos.

O grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, também disse que não vai lançar foguetes contra o território israelense durante essas pausas diárias.

Nesta quarta-feira, o governo israelense disse que concordou "em princípio" com um plano de cessar-fogo para Gaza.

Um porta-voz do governo israelense, Mark Regev, disse que Israel recebeu bem o plano apresentado pela França e pelo Egito. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que a Autoridade Palestina também concordou com a proposta.

Um membro do alto escalão do Hamas disse à BBC que, apesar de "sinais positivos", ainda não houve um acordo em relação ao plano do cessar-fogo. A Autoridade Palestina é controlada pelo Fatah, grupo rival do Hamas.

Vítimas

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas e do Ministério da Saúde palestino, mais de 600 palestinos morreram desde o início da operação militar israelense, em 27 de dezembro. Entre as vítimas estão pelo menos 205 crianças, segundo fontes palestinas.

Segundo o governo israelense, sete de seus soldados foram mortos desde o início da ação e quatro israelenses morreram em decorrência de foguetes lançados por militantes palestinos.

Israel diz que o objetivo da ação militar em Gaza é fazer com que os militantes parem de lançar foguetes contra seu território.

O anúncio das pausas diárias de três horas nos bombardeios veio depois da decisão de Israel de aceitar a criação de um corredor para permitir o envio de suprimentos ao território palestino, onde vivem 1,5 milhão de palestinos.

A decisão de permitir a criação de um corredor para levar ajuda aos habitantes da Faixa de Gaza foi anunciada pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Segundo o governo, Israel vai abrir algumas áreas "por períodos limitados de tempo, durante os quais a população vai poder receber ajuda".

A intenção da proposta, segundo o gabinete de Olmert, é "evitar uma crise humana" na região. Israel vai suspender ataques contra áreas específicas de Gaza para permitir que os habitantes possam receber e estocar produtos de primeira necessidade.

Para John Ging, da agência de auxílio aos refugiados palestinos das Nações Unidas, a oferta israelense é um avanço na crise, mas a prioridade continua sendo o fim da violência na região.

 
 
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