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Atualizado às: 15 de janeiro, 2009 - 23h24 GMT (21h24 Brasília)
 
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Ataque israelense mata ministro do Hamas em Gaza
 
Said Siyam (arquivo)
Said Siyam comandava centenas de soldados do Hamas
Um ataque israelense matou nesta quinta-feira o ministro do Interior do Hamas, Said Siyam, segundo informações de autoridades israelenses e palestinas.

Siyam, que era considerado um dos cinco mais importantes líderes do grupo palestino, teria sido morto em um ataque aéreo enquanto estava na casa de um de seus irmãos, próxima à Cidade de Gaza.

Como ministro do Interior, Siyam controlava centenas de soldados do Hamas em Gaza e era considerado uma figura temida.

Segundo informações, o filho e o irmão de Siyam também teriam sido mortos no ataque, assim como duas outras autoridades do grupo: Saleh Abu Sharkh, diretor de segurança do Ministério, e Mahmoud Abu Watfah, líder local da milícia do Hamas.

Siyam foi um dos mais importantes líderes do grupo militante palestino mortos nos 20 dias de ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza.

Ele se tornou membro de “liderança coletiva” do Hamas em 2004, depois do assassinato por Israel do xeque Ahmed Yassin e de Abdel-Aziz Rantissi.

A morte de Siyam aconteceu no final de um dia de novos conflitos violentos na região.

Prédio da ONU

Também nesta quinta-feira, um bombardeio israelense atingiu a sede da Agência de Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNWRA, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas na Faixa de Gaza.

Segundo o porta-voz da UNRWA, Christopher Gunness, cinco bombas atingiram o prédio, ferindo três pessoas.

Ele ainda afirmou que cerca de 700 pessoas estavam abrigadas no edifício no momento dos ataques e que o incêndio causado pelos bombardeios teria consumido estoques de alimentos e remédios.

Em um encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, pediu desculpas pelo ataque, mas afirmou que militantes palestinos estariam atirando de dentro do edifício das Nações Unidas.

“É verdade absoluta que fomos atacados a partir deste edifício, mas as conseqüências (do bombardeio israelense) são muito tristes e pedimos desculpas por isso”, disse Olmert.

“Eu acho que isto não deveria ter acontecido e sinto muito”, completou o premiê israelense.

Pressão

A Faixa de Gaza sofreu com fortes ataques vindos do leste da região nesta quinta-feira.

Soldados e tanques israelenses avançaram pela Cidade de Gaza, com conflitos com militantes palestinos sendo registrados no subúrbio de Tel al-Hawa.

Outros ataques israelenses também atingiram pelo menos um hospital, alguns apartamentos e um prédio que abrigava jornalistas. Um jornalista teria ficado ferido.

O Ministério da Saúde de Gaza informou nesta quinta-feira que 1.083 pessoas teriam morrido na região desde o início da ofensiva israelense, em 27 de dezembro.

Segundo médicos, cerca de um terço das vítimas seriam crianças.

Do outro lado do conflito, pelo menos 13 israelenses morreram desde o início da ofensiva, sendo que três deles eram civis.

Informações dão conta de que pelo menos 15 foguetes teriam sido lançados de Gaza contra Israel na manhã desta quinta-feira. Oito pessoas teriam ficado feridas na cidade de Beersheba, no sul do país.

Diplomacia

Também nesta quinta-feira, autoridades do Hamas e de Israel afirmaram estarem fazendo progressos nas negociações por um cessar-fogo que estão ocorrendo em encontros separados com mediadores egípcios no Cairo.

O governo egípcio está liderando os esforços por um acordo de trégua na região que pode incluir o envio de forças de paz para a fronteira do Egito com Gaza para evitar o contrabando de armas.

Na quarta-feira, o representante do Hamas, Salah al-Bardawil, afirmou que seu grupo apresentou aos negociadores egípcios “uma visão detalhada” de como se alcançar um cessar-fogo.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, defende que qualquer acordo deve incluir o fim dos ataques israelenses, a completa retirada das forças do país da região e o fim do bloqueio à Gaza.

Já o porta-voz do governo israelense, Mark Regev, afirmou que este seria o “momento” para as negociações.

“Queremos uma calma longa e sustentável no sul (de Israel), uma calma que deve ser baseada na total ausência de ataques a Israel vindos de Gaza e com um mecanismo que evite que o Hamas volte a se armar”.

 
 
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