ONU denuncia mais de 2.200 mortes na repressão na Síria

A Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse nesta segunda-feira, em Genebra, na Suíça, que a repressão aos protestos na Síria já resultou na morte de mais de 2.200 pessoas.

"Os militares e as forças de segurança continuam a empregar força excessiva, incluindo artilharia pesada, para reprimir demonstrações pacíficas”, disse Pillay.

Na última semana, a escalada da violência na Síria foi pauta do Conselho de Segurança da ONU.

Os Estados Unidos e a União Europeia já pediram a saída do presidente Bashar al-Assad, que comanda a dura repressão aos protestos que há meses pedem reformas democráticas no país.

O Brasil voltou a defender uma solução negociada na ONU, destoando da posição americana e dos países europeus.

Neste domingo, Assad disse em uma entrevista à televisão síria que não teme uma eventual intervenção de forças estrangeiras no país.