Na ONU, África do Sul barra tentativa de liberar bens líbios aos rebeldes

A África do Sul adiou as tentativas americanas na ONU de liberar US$ 1,5 bilhão (R$ 2,4 bilhões) em bens líbios para os rebeldes que controlam Trípoli.

Os EUA afirmam que o dinheiro é necessitado urgentemente para ajuda humanitária, mas o embaixador da África do Sul na ONU, Baso Sangqu, afirma que financiar a liderança rebelde na Líbia implicaria em reconhecer um grupo para o qual o seu país e a União Africana ainda não chegaram a uma decisão.

Cerca de 200 personalidades sul-africanas, incluindo um importante ministro do governo, assinaram uma carta condenando a intervenção da Otan na Líbia.

Vários países africanos já reconheceram o Conselho Nacional de Transição líbio, incluindo Chade e Burkina Faso - dois ex-aliados do regime de Khadafi.

O ministro do Exterior de Burkina Faso, Yipene Djibril Bassolet, deu a entender que seu país pode oferecer asilo ao líder líbio, caso decida deixar o país.