Em reunião sobre a Líbia, Brasil defende cessar-fogo e transição democrática

O governo brasileiro defendeu nesta quinta-feira uma transição democrática na Líbia e pediu o fim do conflito, durante uma conferência internacional em Paris para discutir o futuro do país.

O Brasil vai “encorajar um processo democrático de transição que transcorra com segurança e pleno respeito aos direitos humanos e aos interesses dos diferentes segmentos da sociedade líbia”, dizia um comunicado do governo, divulgado pela Embaixada do Brasil na França nesta quinta feira.

A nota recordava ainda que o Conselho de Segurança e a União Africana defendem um cessar-fogo imediato e, por isso, “o Brasil conclama as partes a depor armas e cessar a violência”.

O encontro em Paris reúne representantes até mesmo de países que não apoiaram a resolução da ONU que autorizou a campanha aérea comandada pela Otan contra forças de Khadafi, como Brasil, Alemanha, Rússia e a China.

A reunião visa a estabelecer as medidas necessárias para promover a reconstrução do país, abalado por seis meses de guerra civil.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o comandante da Otan, Anders Fogh Rasmussen, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, estarão entre os presentes. Líderes árabes, como o emir do Qatar e o rei da Jordânia, também participam do encontro.