Companhia de energia nuclear francesa é multada por espionar o Greenpeace

Um tribunal francês condenou a companhia francesa de energia nuclear EDF a uma multa de 1,5 milhão de euros (R$ 3,5 milhões) e sentenciaram dois de seus funcionários à prisão por espionar ativistas do Greenpeace.

O tribunal de Nanterre, na França, descobriu que a companhia contratou a empresa de segurança Kargus para espionar membros do Greenpeace que faziam campanha contra um novo reator construído na França.

O tribunal também prendeu dois funcionários da Kargus e ordenou o pagamento de 500 mil euros à ONG ambientalista por danos.

O Greenpeace protestava contra um reator construído em Flammanville, na costa da Normandia, um dos Reatores Europeus de Água Pressurizada (EPRs, na sigla em inglês) que a EDF planeja construir também na Grã-Bretanha.

A direitora de comunicações do Greenpeace na França, Adelaide Colin, disse que a decisão "manda um sinal forte para a indústria nuclear: ninguém está acima da lei".