Permanência do Exército no Complexo do Alemão causa polêmica entre moradores

Moradores dos complexos do Alemão e da Penha, áreas pacificadas no início deste ano no Rio de Janeiro, expressaram desconforto com a permanência do Exército nesses locais.

As críticas apareceram na audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal nesta sexta-feira.

Após uma exposição por parte de representantes da Força de Pacificação, da Secretaria de Segurança Pública e da Prefeitura, ressaltando a importância da ocupação e o momento histórico vivido pelo Rio, moradores e defensores de direitos humanos apresentaram queixas contra a presença prolongada do Exército nos dois complexos de favelas.

Eles denunciaram desvios de conduta por parte dos militares, o cerceamento ao lazer dos moradores, casos de agressões e processos por desacato à autoridade.

Cinco moradores detidos por desacato em outubro estavam presentes, e disseram ter passado quatro dias presos entre bandidos no presídio de Água Santa.

"Meu marido é trabalhador, pai de família mas passou quatro dias sendo tratado como bandido. Estou aqui para expressar mina indignação", disse Rosângela de Souza Mello, a esposa de um deles.