Ex-autoridades do Khmer rejeitam tribunal para crimes do regime

Duas ex-autoridades do Khmer Vermelho que estão no banco dos réus questionaram a validade de um tribunal para julgar crimes contra a humanidade cometidos pelo regime.

O ex-chefe de Estado do Partido Comunista que governou o Camboja nos anos 1970, Khieu Samphan, e o ex-ministro do Exterior Ieng Sary alegaram que o tribunal, que tem o apoio da ONU, não tem validade para julgá-los. Um terceiro réu também está sendo julgado.

O Khmer Vermelho é acusado de genocídio em uma campanha de assassinatos que resultou na morte de mais de 2 milhões de pessoas – cerca de 30% da população do Camboja na época – entre 1975 e 1979.

Se o julgamento resultar em condenações, apenas quatro pessoas terão respondido pelos crimes do regime. No ano passado, o ex-chefe prisional do Khmer Vermelho, Duch, foi condenado a 19 anos de cárcere. O líder maior do grupo maoista, Pol Pot, morreu em 1998.