Morte de funcionário argentino altera agenda da cúpula do Mercosul

O Mercosul assinou um acordo de livre comércio com a Palestina na tarde desta terca-feira, durante a Cúpula de Presidentes do bloco, em Montevidéu. A agenda do encontro foi alterada por conta da notícia da morte de Iván Heyn, subsecretário de comércio exterior da Argentina.

O acordo foi assinado pelo chanceler Riyad Al Maliki e os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Também estavam presentes na cerimônia os presidentes dos quatro Estados-parte, Dilma Rousseff (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai) e Fernando Lugo (Paraguai), além de Hugo Chávez, da Venezuela, membro associado do bloco.

O acordo foi a única medida consolidada até agora em Montevidéu. Ainda estão à espera de definição a decisão conjunta do bloco quanto à entrada da Venezuela como membro pleno do bloco.

Outra das medidas deve ser a ampliação da lista de produtos submetidos à Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), cujo teto é de 35%. Também se espera um acordo que determinaria a proibição no bloco do trânsito de navios com bandeira das Malvinas.

Heyn tinha 34 anos e foi encontrado enforcado no hotel onde estava hospedado em Montevidéu. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio. Integrante da organização kirchnerista La Cámpora, o economista havia assumido o cargo há 10 dias.