Líder da oposição em Mianmar crê em eleições democráticas no país

A líder da oposição em Mianmar, a prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, disse em entrevista à BBC que acredita que nos próximos anos seu país verá eleições democráticas.

Aung San Suu Kyi evitou, entretanto, afirmar se concorrerá na disputa e não quis fazer uma previsão de quando o pleito possa ocorrer.

Mianmar possui um dos regimes mais fechados do mundo, mas está passando por um processo de abertura política. Um dos gestos de abertura foi a libertação de Aung San Suu Kyi no ano passado, após quinze anos de prisão domiciliar.

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Em dezembro último, a líder da oposição registrou formalmente como partido a sua Liga Nacional pela Democracia, depois de boicotar as eleições de 2010 devido a leis que lhe impediram de participar do processo eleitoral.

Na entrevista à BBC, Aung San Suu Kyi elogiou o presidente do país, Thein Sein, um ex-general que renunciou à carreira no Exército para se candidatar nas eleições como um civil.

"Confio nele, mas eu não posso confiar no governo pela simples razão de que mesmo eu não sei todos os membros do governo", afirmou.

"O mais importante é que ele é um homem honesto (...), capaz de assumir riscos se achar que vale a pena."

Suu Kyi se reunirá com o ministro do Exterior briânico, William Hague, na primeira visita de um chanceler britânico ao país em mais de meio século.

No mês passado, a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, também visitou o país, encerrando igualmente um período de mais de 50 anos sem visitas bilaterais.