Famílias de americanos mortos no Iraque encerram processo contra empresa de segurança

Parentes de quatro americanos brutalmente assassinados no Iraque em Fallujah em 2004 alcançaram na Justiça um acordo com a empresa de segurança Blackwater, para quem os homens trabalhavam, para por fim ao processo.

Scott Helvenston, Jerry Zovko, Wes Batalona e Mike Teague foram emboscados por uma multidão de iraquianos furiosos, alvejados a tiro, agredidos e queimados até a morte em Fallujah, cidade que viu uma das mais sangrentas batalhas depois da invasão americana, em 2003.

Dois dos corpos carbonizados foram pendurados em uma ponte, para regozijo da multidão e choque para o público ocidental.

A Blackwater, conhecida agora como Academi, estava sendo acusada de enviar os homens para um ambiente de alto risco sem as devidas medidas de segurança.

O acordo, de cláusulas confidenciais, põe fim às reivindicações das famílias por um julgamento público contra a empresa.

O jornal que publicou a informação pela primeira vez, The Virginian-Pilot, lamentou o que poderia ter sido um "processo de referência quanto à prestação de contas no campo de batalhas, em uma era de guerra privatizada".