Conselho de Segurança debate sanções à Síria

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Image caption Primeiro-ministro do Qatar chamou Assad de máquina de matar

Em uma reunião tensa, o Conselho de Segurança da ONU adentrou a noite debatendo a aplicação de sanções contra o regime de Bashar al Assad da Síria.

Embora conte com o apoio de boa parte dos integrantes do órgão, incluindo Estados Unidos, nações europeias e árabes, a resolução tem oposição da Rússia, uma tradicional aliada da família Assad.

O encontro foi aberto pelo primeiro-ministro do Qatar, Hamad bin Jassim al-Thani, que foi especialmente a Nova York defender as sanções contra Assad, a quem chamou de “máquina de matar”.

A reunião também contou com a chefe da diplomacia britância, a secretária de Estado Hillary Clinton, que acusou Assad de instalar um “reino de terror” na Síria.

O chanceler da França, Alain Juppé, criticou o “silêncio escandaloso” das Nações Unidas e disse qeu a ONU precisa “assumir suas responsabilidades em relação ao sofrimento do povo sírio”.

Já o chanceler russo, Sergei Lavrov, argumentou que a imposição de sanções levaria os sírios a um estado de guerra civil. Ele também criticou a proposta de americanos, europeus e árabes, de pedir a renúncia de Assad.

Mortos

Segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas já morreram na repressão do conflito.

De acordo com ativistas de direitos humanos, 37 pessoas morreram apenas nesta terça-feira, sendo duas crianças e cinco soldados que desertaram do Exército sírio para se juntar à resistência.

Também há relatos de fortes explosões na cidade de Rankous, ao norte de Damasco. Dezenas de manifestantes também teriam sido presos.