China diz que mandará um enviado especial à Síria

A China disse nesta quinta-feira que vai mandar um enviado sênior à Síria, em uma tentativa de mediar o fim da violência no país árabe.

O porta-voz da Chancelaria chinesa Liu Weimin disse que "a mensagem da visita é que a China espera uma solução adequada e pacífica para a situação síria e quer um papel construtivo na mediação".

Ao lado da Rússia, a China foi fortemente criticada pelo Ocidente por ter vetado uma resolução do Conselho de Segurança (CS) da ONU que advogava pela renúncia do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Ainda nesta quarta, a Assembleia Geral da ONU deve discutir uma nova resolução - sem o mesmo poder das resoluções do CS - patrocinada pelos países árabes, condenando a violência promovida pelo governo sírio e pedindo a saída de Assad.

Ao mesmo tempo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acusou o governo sírio de ser responsável por possíveis crimes contra a humanidade, na repressão aos protestos pró-democracia no país.

Também nesta quinta, forças do governo lançaram um novo ataque, agora contra a cidade de Deraa. Ativistas alegam que ao menos 20 pessoas morreram.