Ativistas criticam Dilma por não condenar tortura

Ativistas de direitos humanos divulgaram nesta quarta-feira uma nota de repúdio à declaração da presidente Dilma Rousseff na qual ela afirmou ser incapaz de impedir a prática de tortura nas delegacias brasileiras.

"Eu sei o que acontece, não tenho como impedir em todas as delegacias do Brasil de haver tortura", disse a presidente na terça-feira durante visita oficial aos EUA. Ela respondia a perguntas de uma platéia na Universidade de Harvard.

"A declaração de Dilma - ela mesma ex-presa política e vítima de tortura - é inadmissível sob qualquer circunstância", diz a nota de repúdio.

Assinam o documento as organizações de defesa dos direitos humanos Pastoral Carcerária, Instituto Vladimir Herzog, Justiça Global, Conectas Direitos Humanos, Instituto Desenvolvimento e Direitos Humanos, entre outras.

Os ativistas exigem na nota uma nova declaração da presidente de que não tolerará a tortura e empenhará todos os esforços para combatê-la.