Monitores da ONU iniciam trabalhos na Síria, em meio a relatos de confrontos

Imagem de vídeo mostra bombardeio em Homs | Foto: AP Direito de imagem AP
Image caption Ativistas dizem que 25 pessoas foram mortas no domingo

Os primeiros monitores da ONU começaram a trabalhar nesta segunda-feira, na Síria, em meio a relatos de confrontos e bombardeios na cidade de Homs.

Ativistas da oposição dizem que os ataques das forças do governo em Homs têm praticamente a mesma intensidade que tinham antes do início do frágil cessar-fogo no país, que começou na quinta-feira.

Segundo eles, 25 pessoas foram mortas no domingo, dia em que os seis monitores da ONU chegaram ao país, como parte de um plano de paz para pôr fim a mais de um ano de violência.

Governo e rebeldes acusam o outro lado de instigar o aumento da violência não só em Homs, mas em outras partes da Síria.

A primeira missão dos monitores é fazer uma ponte entre os dois lados do conflito.

Mais monitores devem chegar à Síria ao longo do dia e até o meio da semana o número total deve chegar a 30.

No entanto, o enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, que mediou o plano de paz, espera aumentar o número de observadores para mais de 200.

A agência de notícias estatal síria Sanaa disse que o país "dá as boas vindas" à missão e afirma esperar que a equipe testemunhe os "crimes" realizados por "grupos terroristas armados".

No domingo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou preocupação com os bombardeios em Homs e pediu que ambos os lados respeitem a trégua.

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