Países europeus ameaçam boicotar Ucrânia por caso Yulia Tymoshenko

Diversos países europeus anunciaram nesta segunda-feira que devem aumentar a pressão sobre a Ucrânia pelos supostos maus-tratos conferidos à ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, que já cumpre sentença de sete anos de prisão por corrupção e enfrenta um segundo julgamento.

Líderes cancelaram visitas oficiais ao país e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e a Comissária de Justiça do bloco, Viviane Reding, não participarão da cerimônia de abertura da Eurocopa 2012, que sera sediada na Ucrânia e na Polônia na metade do ano.

A chanceler (premiê) alemã, Angela Merkel, condicionou sua presença no torneio ao destino de Tymoshenko e o ministro do Meio Ambiente alemão, Norbet Roettgen, disse que o país deve se distanciar da Ucrânia durante o campeonato.

Além disso, os presidentes da Áustria, República Tcheca, Alemanha, Itália e Eslovênia cancelaram sua presença em uma reunião de líderes do leste e do centro da Europa nos dias 11 e 12 de maio em Yalta, na Ucrânia.

A pressão diplomática chega um dia após o segundo julgamento de Tymoshensko ter sido adiado para o fim de maio, em decorrência de denúncias de abusos e espancamentos sofridos na prisão.

A ex-premiê teria sido espancada na cadeia. Ela foi condenada no ano passado sob acusação de ter prejudicado a Ucrânia ao negociar o preço do gás natural vendido pelo país à Rússia em 2009.

Autoridades penitenciárias do país afirmaram que a levaram para o hospital contra a sua vontade, mas negaram tê-la espancado.

Para as potências ocidentais o caso tem motivações políticas. Caso seja condenada pela segunda vez, Tymoshenko poderia ser sentenciada a mais 12 anos de prisão.