Annan diz que Síria se encontra em "ponto de inflexão"

O enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, disse nesta terça-feira ao presidente sírio, Bashar al-Assad, que o país se encontra em um ponto de inflexão.

Segundo Annan, que está na capital Damasco, os seis pontos do plano de paz não estão sendo implementados. O ex-secretário-geral da ONU aproveitou o encontro para pedir a Assad que tomasse medidas certeiras para executá-los o mais rápido possível.

Annan também reivindicou ao governo sírio e a todas as milícias pró-governistas que interrompessem imediatamente todas as operações militares.

Assad, por outro lado, alegou, em depoimento à televisão estatal síria, que o sucesso do plano dependerá do arrefecimento das ações terroristas.

A declaração de Annan ocorre depois de vários países ocidentais terem expulsado os embaixadores e diplomatas sírios por causa do massacre da última sexta-feira na cidade de Houla, no oeste da Síria, quando mais de 100 pessoas morreram, entre as quais 49 crianças.

Participaram da ação coordenada Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Espanha, Itália, Holanda, Austrália, Suíça e Canadá.