Vítimas de massacre na Síria podem não ter sido executadas

A maioria das vítimas fatais do massacre de Houla, na Síria, morreram ao serem atingidas por balas perdidas - e não em execuções, conforme haviam sugerido opositores do ditador Bashar al-Assad.

A informação foi obtida pela BBC junto a fontes diplomáticas em Damasco. O episódio, ocorrido em 25 de maio, deixou 108 pessoas mortas - a maioria delas crianças.

Segundo os diplomatas, as vítimas foram atingidas por balas que perfuraram as paredes de suas casas.

Isso significa que, diferente do que divulgaram fontes opositoras do governo na ocasião, as pessoas não teriam sido mortas com tiros na cabeça ou tido suas gargantas cortadas.

Apenas um caso de tortura teria sido constatado - o de uma vítima que teve os olhos arrancados.

A nova informação também contradiz declarações dadas pela ONU logo após o caso, segundo as quais as vítimas teriam sido sumariamente executadas.

As fontes ouvidas pela BBC disseram ainda que os autores do ataque teriam sido moradores de vilarejos vizinhos. Elas não deixaram claro, porém, se eles eram ou não membros de milícias alinhadas com o regime de Bashar al-Assad.