ONU chega a local de suposto novo massacre na Síria

Um grupo que pertence à equipe de quase 300 monitores das Nações Unidas que estão na Síria para monitorar a implementação de um plano de cessar-fogo entre o regime e os rebeldes chegou nesta sexta-feira à Qubeir, para verificar as suspeitas de um segundo massacre no país nos últimos dias.

Um jornalista da BBC que viaja junto à delegação diz que há indícios de que as forças de segurança já tenham removido os quase 80 corpos que teriam resultado do ataque ao vilarejo.

Há relatos de que as vítimas são em grande parte mulheres e crianças. A TV estatal síria diz que apenas nove pessoas morreram e que os ataques foram perpetrados pelos rebeldes e não pelo Exército.

Em outro desdobramento o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (IRCC, na sigla em inglês) disse que 1,5 milhão de pessoas necessitam de ajuda humanitária urgente.

No campo diplomático, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que há "risco iminente" de eclosão de uma guerra civil espalhada por todo o país, e os Estados Unidos mandaram um enviado especial a Moscou.

O objetivo é persuadir a Rússia a apoiar a crescente pressão internacional pela renúncia do presidente sírio, Bashar al-Assad, a maior demanda dos rebeldes que há mais de um ano mantêm conflitos com o regime e que segundo a ONU já deixaram mais de 9.000 mortos.