Justiça decide manter dissolução do Parlamento do Egito

A Suprema Corte do Egito rejeitou o decreto do presidente do país, Mohammed Mursi, que determinava que o Parlamento do país deveria voltar a se reunir.

Depois do decreto de Mursi, os parlamentares foram convocados para uma sessão na terça-feira. As unidades do Exército, posicionadas em frente ao Parlamento já tinham se retirado, para permitir a entrada dos parlamentares.

Mursi é membro da Irmandade Muçulmana, que conseguiu a maioria das cadeiras no Parlamento do Egito. O presidente afirmou que o Parlamento deveria voltar a funcionár até a realização de uma nova eleição.

Mas, a Suprema Corte Constitucional do Egito, durante uma reunião nesta segunda-feira, decidiu que todas as suas decisões, inclusive a de dissolver o Parlamento do país, são "finais e não estão sujeitas a recurso".

A Suprema Corte do Egito havia decidido pela inconstitucionalidade do Parlamento depois que membros de partidos reivindicavam assentos reservados para representantes independentes. O Exército, que estava no poder no país, impôs a decisão.