Rússia congela novas vendas de armas ao governo da Síria

A Rússia anunciou nesta segunda-feira que não vai mais fazer novas vendas de armas ao governo do presidente Bashar al-Assad, na Síria, até que a situação se estabilize no país.

A crise síria teve início há mais de um ano, quando rebeldes saíram às ruas exigindo a renúncia de Assad. Desde então, a ONU estima que mais de 10 mil pessoas já tenham morrido nos confrontos entre opositores e forças do regime.

Vyacheslav Dzirkaln, vice-diretor do serviço federal russo para cooperação técnico-militar, confirmou as informações e negou que Moscou esteja vendendo jatos de guerra Yak-130 para o governo sírio.

Ele disse que o país vem fornecendo peças de reposição e assistência técnica relacionadas a vendas de armamentos à Síria mais antigas.

Em outro desdobramento, o enviado da ONU e da Liga Árabe, o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, manteve reuniões com Assad e disse que houve progresso nas negociações.

Ao chegar a Damasco, Annan admitiu o fracasso de seu plano de paz assinado ainda em abril pelos dois lados do conflito.

Ainda durante a reunião, Assad reiterou que não tem intenção de deixar o poder.

Annan segue agora para o Irã, onde também terá reuniões sobre a crise síria.