África do Sul anuncia investigação de mortes de mineiros

Atualizado em  18 de agosto, 2012 - 06:48 (Brasília) 09:48 GMT

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou a instauração de um inquérito para apurar as 34 mortes de mineiros grevistas no nordeste do país, na última quinta-feira.

Os mineiros, que estavam armados com paus e facões, foram alvejados por policiais, em cenas registradas por câmeras de TV. Além das 34 mortes, há registro de 78 feridos no epísódio, um dos mais violentos do país desde o fim do regime do apartheid, em 1994.

Zuma disse que as mortes foram uma "tragédia" e voltou mais cedo de uma viagem a Moçambique para visitar a mina que foi cenário do massacre.

"Estou convencido de que a Comissão de Inquérito vai revelar a verdade", disse Zuma em comunicado, após se encontrar com policiais e com trabalhadores feridos.

O editor da África da BBC, Martin Plaut, explica que os mineiros estavam em greve por melhores salários e que o caso tem forte implicação política na África do Sul. Isso porque o sindicato de maior tradição entre os mineiros, o NUM, é um aliado-chave do partido Congresso Nacional Africano, de Zuma.

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