Justiça de Israel inocenta governo em caso de morte de ativista americana

Atualizado em  28 de agosto, 2012 - 07:05 (Brasília) 10:05 GMT
Rachel Corrie (Foto: Rachel Corrie Foundation)

Rachel Corrie era ativista do Movimento Internacional de Solidariedade

A Justiça de Israel determinou que o governo do país não teve culpa na morte da ativista americana Rachel Corrie.

Rachel foi esmagada por uma escavadeira isralense quando tentava evitar a demolição de casas palestinas em Rafah, na Faixa de Gaza, em 2003. A família da ativista entrou com um processo por negligência contra o Ministério da Defesa isralense.

Mas, nesta terça-feira, o juiz israelense Oded Gershon determinou que a morte de Rachel foi um "acidente lamentável" e o Estado isralense não era o responsável.

O juiz afirmou que o condutor da escavadeira não viu Rachel e os soldados israelenses fizeram o máximo para manter as pessoas afastadas do local.

Segundo a decisão de Gershon a ativista, que tinha 23 anos quando morreu, estava protegendo terroristas em uma zona de combate.

Depois do veredicto, a mãe da ativista, Cindy Corrie, afirmou que este é um péssimo dia para os direitos humanos e para Israel.

Cindy afirmou que a família da ativista acredita que Rachel, que estava usando uma roupa laranja na ocasião de sua morte, foi vista pelo condutor da escavadeira.

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