Netanyahu diz que não se pode pedir cautela a Israel sem impor limites ao Irã

Atualizado em  11 de setembro, 2012 - 13:15 (Brasília) 16:15 GMT

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, rejeitou nesta terça-feira os pedidos de cautela das potências ocidentais, sobretudo dos Estados Unidos, quanto à possibilidade de um ataque militar ao Irã.

Ele insistiu que Teerã está fabricando a bomba atômica e disse que é necessário que se criem "limites vermelhos" que a República Islâmica não possa ultrapassar, como condições-limite para que se decida sobre um ataque contra as instalações nucleares do país.

O premiê disse que as potências não podem exigir prudência de Israel a não ser que auxiliem o país a criar prazos e condições que elevem a pressão contra o governo iraniano.

"Os membros da comunidade internacional que se recusam a colocar linhas vermelhas perante o Irã não têm direito moral para colocar um alerta vermelho diante diante de Israel", disse.

Netanyahu reiterou que as sanções e outras medidas de isolamento comercial e diplomático não estão impedindo o país de avançar com seu programa nuclear. O Irã insiste que as atividades têm finalidades pacíficas.

O Departamento de Estado americano voltou a afirmar nesta segunda-feira que "determinar prazos" e "linhas vermelhas" no caso do Irã "não é útil".

Dias antes a chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton, também dissera que as pressões de Israel contra o Irã não são úteis, que os EUA não estão criando prazos-limite e que as negociações ainda são a melhor maneira de resolver a polêmica.

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