Grã-Bretanha nega extradição de hacker escocês autista aos EUA

Atualizado em  16 de outubro, 2012 - 09:40 (Brasília) 12:40 GMT

A Grã-Bretanha negou nesta terça-feira o pedido de extradição do hacker escocês Gary McKinnon, de 46 anos, aos Estados Unidos, onde foi condenado a 60 anos de prisão por invadir as redes de computadores do Pentágono.

A decisão foi anunciada ao Parlamento pela secretária do Interior, Theresa May, que disse ter-se baseado em questões de direitos humanos, já que o réu sofre de síndrome de Asperger, uma forma de autismo, e dois anos atrás uma corte britânica inferiu que ele poderia cometer suicídio caso fosse enviado aos EUA.

Ele foi preso em 2002 após ser acusado de ter causado cerca de US$ 800 mil (R$ 1,6 milhão) em prejuízos ao governo americano pelos danos aos sistemas de computadores das Forças Armadas, considerado o pior ataque do tipo na história do país.

McKinnon admite os ataques mas diz que estava procurando por evidências da existência de aliens e vinha apelando às cortes britânicas para que não o extraditassem durante os últimos dez anos.

Diante dos parlamentares britânicos, Theresa May disse ainda que deve alterar as regras do acordo de extradição entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

O hacker acompanha o caso em liberdade condicional.

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