Economia britânica decepciona, mas ministro defende cortes

Atualizado em  5 de dezembro, 2012 - 13:29 (Brasília) 15:29 GMT

Em meio a decepção causada pela revisão das estimativas de crescimento econômico para a Grã-Bretanha, o ministro das Finanças, George Osborne, defendeu no Parlamento suas políticas de austeridade.

O Escritório para Responsabilidade Fiscal britânico (OBR na sigla em inglês) anunciou que, de acordo com seus cálculos, o PIB britânico deve ter uma recuperação muito mais lenta do que a que tinha sido prevista em março.

Segundo o OBR, em 2012 a economia do país deve se contrair 0,1% em vez de crescer 0,8%. Em 2013, a expansão seria de 1,2%.

No Parlamento, Osborne admitiu que as metas para a redução da dívida pública britânica não foram cumpridas e que, por isso, as medidas de austeridade devem se estender até 2018.

Segundo o ministro, o Reino Unido precisaria de mais tempo para se recuperar da sua maior crise financeira em décadas.

Osborne culpou "problemas arraigados" enfrentados em casa e no exterior pelas dificuldades nessa área e enfatizou que o déficit estaria caindo, defendendo que voltar atrás nas reformas seria um "desastre".

Para o Partido Trabalhista, de oposição, o não cumprimento das metas e o crescimento abaixo do esperado do PIB mostram "a escala do fracasso" das políticas econômicas do governo.

Segundo o OBR, a extensão dos cortes orçamentários até 2018 deve fazer com que o número de postos de trabalho fechados no país desde que as medidas de austeridade começaram a ser implementadas, em 2010, chegue a 1,1 milhão.

Em março a previsão era que 730 mil empregos seriam perdidos.

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