Ministro de Finanças do Chipre renuncia após acordo de resgate

O ministro das Finanças do Chipre, Michael Sarris, renunciou nesta terça-feira, após concluir conversas quanto a um polêmico acordo de resgate financeiro.

Sarris deve ser substituído pelo ministro do Trabalho, Haris Georgiades, segundo relatos da imprensa local.

O pacote de resgate de 10 bilhões de euros, acordado pela União Europeia e pelo FMI, originalmente previa uma taxa sobre os depósitos bancários de todos os cipriotas, o que despertou ira da opinião pública.

Uma revisão desse acordo limitou a taxa aos correntistas com mais de 100 mil euros depositados no Banco do Chipre, que podem perder até 60% de suas economias.

O governo cipriota disse que o presidente Nicos Anastasiades aceitou a renúncia de Sarris, que estava sob forte pressão por conta do acordo de resgate.

Sarris afirmou que decidiu renunciar após a notícia de que o presidente ordenou uma investigação judicial a respeito dos motivos que deixaram o Chipre à beira do colapso financeiro.

"Acredito que, para facilitar o trabalho (dos investigadores), o certo é colocar minha renúncia à disposição do presidente da República, e é o que eu fiz", declarou.